Estudantes da USP criam game que ensina programação


Em Robosquadrão, os participantes precisam programar os robôs virtuais durante ações de combates, resgates e outras tarefas Foto: Reprodução

Aprender programação jogando. É a proposta de um grupo de alunos de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos. A ideia é que o usuário aprenda a conduzir robôs virtuais em tarefas pré-determinadas e orientadas por comandos ensinados durante o game para assimilar um conteúdo básico de programação.

O projeto foi vencedor na categoria Educação da 7ª  edição do Campus Mobile, parceria entre o Instituto Net Claro Embratel e o Laboratório de Sistemas Integráveis da USP. O programa busca identificar, estimular e contribuir para formar jovens talentos universitários ao mercado de conteúdos e novos serviços de telefonia móvel.  Faz parte das ações de apoio a startup desenvolvidas pelas cinco principais operadores de telecomunicações no País.

Totalmente intuitivo, o “Robosquadrão”, nome do jogo, é voltado para o público mais jovem, como estudantes do ensino médio e fundamental. Eles poderão ser estimulados a aprender os primeiros conceitos sobre programação, até porque esse tema não é abordado, na maioria dos casos, nesses ciclos educacionais. Está disponível na Play Store, loja de aplicativo dos dispositivos do sistema operacional Android.

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Ao longo das etapas do game, os jogadores vão aprendendo a programar a Inteligência Artificial dos robôs em situações diversas, a exemplo de combates, resgates e outras tarefas. As máquinas não podem ser controladas de forma direta em nenhuma circunstância. É preciso, portanto, criar um caminho em código para controlá-las.

Imprescindível

Jogo foi criado pelos alunos Óliver Becker, Eleazar Braga e Gabriel Nascimento (da esq. para a dir., de camisetas brancas) / Foto: Campus Mobile

“Aprender programação está se tornando imprescindível para a formação profissional”, reforçou Gabriel Nascimento, um dos idealizadores do projeto.”O Robosquadrão pode ser o primeiro contato do público mais jovem, do ensino médio e fundamental, com a programação. Por isso, inclusive, colocamos uma linguagem em português, que facilita o aprendizado e a interação”, acrescentou.

Participam também do projeto os estudantes Eleazar Braga e Óliver Becker, que fazem parte do Fellowship of Game (FoG), voltado ao desenvolvimento de jogos eletrônicos de código aberto e multiplataforma. O grupo objetiva aplicar conhecimentos adquiridos na graduação e integrá-los às mais diversas tecnologias disponíveis no mercado.

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