Escolas precisam de política pública estruturada, defende Leonardo Euler de Morais


O presidente da Anatel, Leonardo Euler de Morais, defendeu hoje, 24, que a conectividade de escolas seja feita com base em políticas públicas estruturadas. A seu ver, não basta a obrigação de levar o sinal 5G para os estabelecimentos de ensino. Professores e alunos precisam ter condições de utilizar a tecnologia.

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Questionado sobre a perspectiva de o Tribunal de Contas da União cobrar a conectividade 5G das escolas públicas como um compromisso do próximo leilão de frequências da agência, Morais explicou:

“Essa questão não fica limitada ao edital do 5G. Uma política pública voltada a isso precisa conversar com outras instituições, como o MEC. Além da conexão, passa pelo treinamento dos profissionais de ensino para lidar com a tecnologia e ensinar com isso, passa pelo desenvolvimento de aplicações, pela capacitação dos alunos. Enfim, tem que pensar a política pública para buscar sua efetividade”, afirmou. Ele participou nesta segunda-feira de painel no evento virtual Teletime Tec, realizado pelo site Teletime.

Prazo para acontecer o leilão

Euler voltou a falar do prazo para a realização do leilão. Ele já tinha avaliado no passado que o certame ocorreria por volta de agosto. Com questionamentos possíveis a respeito da cobertura de escolas e outras possíveis alterações solicitadas, o prazo tende a se estender. De qualquer forma, ele considera pouco provável que o leilão aconteça em junho ou julho, com desejado pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria.

“Eventuais questionamentos da área técnica do TCU são naturais. A depender das determinações, têm impacto no timing do edital, mas isso depende do alcance dessas mudanças”, frisou o presidente da Anatel. E completou: “Será possível realizar o certame em meados do segundo semestre de 2020. Entendo que é factível”.

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