Ericsson tem lucro no 4º trimestre, apesar de encolher na China


Ericsson
Crédito: divulgação

A Ericsson divulgou hoje, 25, seus resultados do quarto trimestre de 2021. A empresa surpreendeu com aumento dos lucros, mesmo após perder espaço no importante mercado chinês, o maior do mundo em 5G. Segundo os dados apresentados, o ganho atingiu o equivalente a US$ 1,1 bilhão. Em 2020, o lucro havia sido de US$ 776,91 milhões no mesmo período. Ou seja, a alta foi de 41%.

As receitas da companhia cresceram 3% ano a ano, para US$ 7,7 bilhões no trimestre. A margem bruta também aumentou, de 40,6% um ano antes, para 43,2% agora.

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Segundo o presidente da companhia, Borje Ekholm, o desempenho da Ericsson no trimestre já reflete investimentos feitos pelas operadoras 5G. Também traz resultados das aquisições das empresas Cradlepoint. Ele avisou que será melhor ainda quando for concluída a compra da Vonage.

Estas têm como foco o mercado corporativo de redes, ampliando as receitas das vendas da Ericsson para grandes empresas não ligadas ao setor de telecom, em fase de digitalização.

O executivo diz que ao atualizar seu portfólio de produtos, a Ericsson conseguiu lidar com a inflação que abala as indústrias de todo o mundo. No período, lembrou, a Ericsson atualizou sua linha de rádios ultra-leves e de baixo consumo de energia, com múltiplas antenas (Massive MIMO), e também as soluções “Cloud RAN”, para virtualização das funções de rede móvel operarem diretamente da nuvem.

Ekholm diz no comunicado ao mercado que o mercado de infraestrutura para redes celulares permanecerá aquecido e rentável em 2022. Para fazer frente à competição, a Ericsson manterá investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos. “Ao mesmo tempo, continuaremos a ampliar nossa presença no mercado corporativo”, afirma.

A aposta na venda para empresas fora da área de telecom é alta. Segundo ele, esse mercado vai superar em valor as vendas às operadoras. “Com o tempo, acreditamos que o segmento corporativo terá crescimento e lucratividade maiores que nossa unidade voltada a infraestrutura móvel”, resume.

China

Prejudicada pela guerra comercial entre Estados Unidos e China, a Ericsson perdeu espaço no mercado chinês em 2021, onde rivais locais passaram a ser privilegiadas ante fabricantes estrangeiras. No quarto trimestre a tendência prosseguiu, e as vendas da empresa sueca no nordeste da Ásia, onde entra a conta relativa à China, caíram 23%.

O resultado ali foi compensado por vendas maiores em 17% na América do Norte, em também 17% na América Latina e em 11% na Europa.

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