Ericsson conclui guinada comercial e mira o mercado corporativo


A fabricante de equipamentos de rede sueca Ericsson apresentou hoje, 10, ao mercado, os resultados de sua guinada corporativa, iniciada em 2017. Nos últimos três anos o grupo fez uma grande reestruturação, demitiu 25 mil pessoas, concentrou pessoal na área de pesquisa, ampliou investimento no desenvolvimento de produtos 5G e, com isso, disse o CEO do grupo, Borje Eckholm, alcançou a liderança em vendas na nova tecnologia.

No evento, Eckholm traçou os planos para o futuro, ressaltando que o pior passou, estando superada a crise que fez a empresa apresentar seguidos prejuízos por mais de dois anos. E o foco recairá sobre as redes corporativas. A empresa anunciou que deverá buscar mais contratos empresariais, para criar redes privadas 5G.

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O crescimento neste segmento não acontecerá, enfatizou, em detrimento das vendas às operadoras, principais clientes da companhia. Para estas, a Ericsson seguirá ampliando e aperfeiçoando um portfólio que vai entregar “plataformas escaláveis e modulares” e o menor “custo de propriedade” do mercado.

Para o mercado corporativo, a ideia é ofertar produtos e serviços de internet das coisa e de nuvem. A disputa, diz a empresa, será por qualidade tecnológica, custo baixo, operação baseada em dados (com inteligência artificial) e escala mundial.

Segundo a empresa sueca, a digitalização das empresas se acelerou com a pandemia e se provou um mercado promissor. A demanda para isso não vai arrefecer, pelo contrário, só vai aumentar até 2030. Os setor que pretende atacar com soluções de digitalização são os de saúde, manufatura, energia, automotivo, segurança pública, mídia e entretenimento, bancário, varejo, transporte público, e agrícola. As vendas dessas soluções serão realizadas em parcerias com as operadoras, ressaltou a Ericsson.

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