Ericsson aposta no FWA para monetizar 5G das operadoras


A Ericsson apresenta-se no MWC 22 com o estande voltado para a monetização do 5G. E uma das apostas da fabricante é o lançamento de produtos  para os gamer e também  para a oferta de 5G fixo, o FWA. Segundo Tiago Machado, vice -residente de Negócios da Ericsson do Brasil, presente ao evento, o país tem um mercado propício para a expansão do FWA, pois ainda possui muita rede legada de banda larga (como o ADSL e as conexões por rádio) que poderá ser substituída rapidamente pelo FWA para oferecer muito mais capacidade ao cliente final. “O ecossistema já está pronto. Agora, cabe às operadoras desenvolverem seus planos e estratégias”, afirmou.

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O executivo observa que, quando se amplia a capacidade da banda larga, as operadoras conseguem elevar o Arpu (receita média por usuário) em até três vezes. “Mais capacidade, maior a monetização”, garante. Para a Ericsson, ressalta Machado, a produção de conteúdo, principalmente o gaming, é também uma importante saída para a monetização do 5G.

O desenvolvimento do 5G está se dando de maneira diferenciada nos grandes mercados mundiais – os países da Ásia, como Coreia do Sul e China estão massificando aceleradamente a tecnologia, enquanto outros países, como a Alemanha, preferem dar força para o uso industrial do 5G, a Ericsson  também trouxe para Barcelona diferentes  produtos para redes privativas, como data centers em miniaturas.

Leilão

Para Machado, a meta de  implementação do 5G em todas as capitais brasileiras em julho deste ano será cumprida. Em sua avaliação, os investimentos ultrapassarão as metas estabelecidas pela Anatel. ” É possível antecipar a liberação das frequências, assim como aconteceu com a faixa de 700 MHz, quando, depois de estudo técnico, várias cidades passaram ter a tecnologia móvel antes do cronograma”, afirma.

A empresa também  traz para a feira diferentes soluções de small cells e antenas. Quanto à denúncia de corrupção enfrentada pela fabricante, Machado observa que o caso está sendo tratado pela matriz, na Suécia. Conforme publicou ontem o Tele.Síntese, os documentos divulgados envolve a empresa em práticas de suborno em diferentes países, inclusive no Brasil.

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