Equipamentos GPON e EPON da Furukawa serão fabricados no Brasil, na aposta da massificação da fibra óptica.


Segundo o presidente da empresa, Foad Shaikhzadeh, até o final de 2015 a fábrica brasileira estará produzindo esses produtos, usados nas redes de fibra ópticas para ampliar a capacidade de transmissão de dados na casa do usuário. “A filosofia da empresa é fabricar o máximo no Brasil e também desenvolver tecnologia nacional para tornarmos todos os nossos produtos elegíveis aos financiamentos do BNDES”, afirmou o executivo.

Foz do IguaçuA Furukawa tem uma estratégia de consolidação de seu posicionamento no mercado latino-americano com a instalação de mais fábricas e ampliação de produção local, na certeza do forte crescimento da banda larga em toda a região. E o Brasil, que representa 75% do faturamento da empresa da região, tem merecido ainda maior atenção. Hoje, durante o evento “Broadband Conference Trade Show”, promovido para os provedores de acesso à internet, seu presidente, Foad Shaikhzadeh, anunciou a  fabricação local dos produtos GPON  )(Gigabit passive optical network) e EPON (Ethernet passive optical network) até o final do próximo ano. “A filosofia da empresa é fabricar o máximo no Brasil e também desenvolver tecnologia nacional para tornarmos todos os nossos produtos elegíveis aos financiamentos do BNDES”, afirmou o executivo.

Segundo ele, as linhas de financiamento do BNDES – principalmente o FINAME – ,que exigem o conteúdo local, são bem atrativas para os pequenos provedores regionais que querem investir em fibra óptica, e, por isto, afirmou,  a empresa quer ampliar o máximo possível a produção local. O financiamento do banco prevê 96 meses para o pagamento  e carência de 36 meses. Hoje, os provedores de internet já representam 20% do faturamento da Furukawa em fibras ópticas. Somados, eles representam  a quarta maior operadora de banda larga do Brasil.

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Este ano também a fabricante inaugurou uma fábrica na Colômbia de cabos ópticos, e já irá usar aquela estrutura fabril para produzir acessórios. “Já estamos trabalhando em dois turnos e no próximo ano, vamos trabalhar em três”, comemora o executivo.

Desempenho

A empresa prevê crescimento de 6 a 7% este ano na região, e chegará ao final do ano com  uma receita líquida de R$ 638 milhões. Seus planos para até 2017 são os de  alcançar receita líquida de R$ 800 milhões em 2017.   Embora a empresa vá aumentar seu faturamento este ano, Shaikzadeh observa que no Brasil,as grandes telcos “seguraram” seus investimentos em fibra, devido ao cenário econômico e político.  Na região,  o mercado argentino registrou queda, compensada pelo forte crescimento dos mercados colombiano e mexicano. Mas é no Uruguai onde a taxa de penetração da fibra óptica é a maior, pois há a política governamental de fibrar  todas as residências uruguaias. A aposta da empresa é que o mercado brasileiro volte e esquentar em 2015. Conforme Celso Motizuki, gerente geral de vendas,  o barateamento da tecnologia FTTH já permite hoje que uma empresa ligue os seus 100 primeiros assinantes com um investimentos entre  R$ 40 a R$ 50 mil.

Mundo
Segundo Nelson Saito, gerente técnico de engenharia de sistema broadband hoje já existem 100 milhões de assinantes conectados com FTTH em todo o mundo. E o sudeste asiático é a região mais promissora. Países como Indonésia, Malásia e Tailândia estão crescendo com a mesma intensidade que a América Latina, a uma taxa anual de mais de 100%.

Conforme Saito, na há 1,8 milhões de assinantes conectados por FTTH ou por FTTCurbe, com 10 milhões de casas passadas na América Latina.  Mas a taxa de utilização ainda é pequena frente as potencialidades do produto. Na região, 17% das residências passadas com fibra contratam a banda larga, frente a uma média de 80% de outras redes como a da Verizon, nos Estados Unidos.

O México é o país que mais tem residências com fibra óptica  – 800 mil – seguido pelo Brasil, com 500 mil, dos quais 300 mil são da Telefônica. Segundo Foad, um dos maiores problemas enfrentados pela Telefônica aqui para ampliar a sua rede é conseguir levar a fibra para dentro dos prédios que, na maioria das vezes, estão com suas redes internas todas congestionadas.

A jornalista viaja a convite da Furukawa

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