Ensino à distância já ocupa 10% do satélite da Hispamar


Nos últimos anos o mercado de capacidade satelital vem experimentando um grande crescimento no Brasil e na América Latina, com uma taxa anual em torno de 10% ano a ano. O satélite é considerado a principal opção, quando não a única, para a transmissão de dados para localidades remotas e pouco povoadas, condições encontradas em …

Nos últimos anos o mercado de capacidade satelital vem experimentando um grande crescimento no Brasil e na América Latina, com uma taxa anual em torno de 10% ano a ano. O satélite é considerado a principal opção, quando não a única, para a transmissão de dados para localidades remotas e pouco povoadas, condições encontradas em uma boa parte do território nacional. Dentre os segmentos que mais crescem nessa área é o ensino a distância.

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A Hispamar, joint-venture da Hispasat com a Oi, tem hoje aproximadamente 10% de sua capacidade total de banda destinada ao ensino à distância, informa Sergio Chavez, diretor comercial da Hispamar. A empresa começou a investir neste mercado em 2004, ao fechar contrato com duas empresas do setor, que, um ano depois, ampliaram o consumo e contratação de banda em 50%. “Em um país continental como o nosso, a melhor maneira de divulgar um conteúdo para diversos pontos ao mesmo tempo é o satélite”, argumenta o executivo.

A média de crescimento das empresas do segmento do ensino à distância na Hispamar “é de 30% a 40% ao ano”, conta Chavez, acrescentando que estima-se que o crescimento geral deste mercado para 2008 seja de 8%. “Algumas empresas cresceram tanto que não pudemos mais atendê-las, mas com o lançamento de nosso novo satélite, em 2009, vamos recuperá-las”, ressalta o executivo.

Ele explica que, com a queda do dolar, o preço do serviço caiu “consideravelmente” nos últimos anos, ao mesmo tempo que aumentaram os projetos de redes corporativas que precisam de aplicações em rede IP, e com isso, “a demanda explodiu”. Aplicativos que permitem a interatividade entre as salas de aula virtuais também deverão ganhar mais espaço neste segmento. Chavez acredita que, se mantida a tendência de crescimento do setor, a capacidade do satélite a ser lançado em 2009 “poderá ser totalmente consumida em três anos”, conclui o executivo.

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