Energy Telecom e Blue Solutions anunciam fusão


A Energy Telecom e a Blue Solutions, empresas médias do setor de TICs, se fundiram e criaram uma holding neste começo de ano, após quase doze meses de negociações. Segundo seus executivos, a união vai ampliar o leque de ação e multiplicar o faturamento por três já em 2015. Atualmente, a receita conjunta ultrapassa os R$ 16 milhões. O negócio envolveu apenas troca de ações, com os sócios da Blue – Edgar Monteiro e Fernando Ulisses – passando a deter 40% da holding formada. O restante fica sob controle de Giovani Mariotto e do sócio Átila Arruda, da Energy Telecom.

Para a Energy, que até o final de 2014 era composta por 12 empresas que atuam em serviços gerenciados em tecnologia e segurança da informação, consultoria de análise de riscos e vulnerabilidades, soluções em data center e infraestrutura, gerenciamento em tempo real, treinamentos e links de internet com rede própria de fibra óptica, com foco maior no Nordeste e no Sul, o ganho virá em oferecer também projetos, implementação e serviços gerenciados no Sudeste.

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A Blue, por sua vez, espera ampliar a carteira de clientes governamentais, onde a Energy Telecom tem boa participação, especialmente no Nordeste e Centro-Oeste (Brasília). A Energy Telecom tem unidades em Fortaleza, onde fica a matriz, Recife, Brasília, São Paulo, Porto Alegre e Caxias do Sul, além de pontos de presença em Manaus, Belém do Pará, Cuiabá, São Luís do Maranhão, Teresina, Natal, Aracaju, Salvador, Belo Horizonte, Vitória e Vale do Paraíba (SP). A empresa cresceu 45% em 2013 e 100% em 2014, graças a uma estratégia de aquisições.

“Nós sempre buscamos empresas que possam agregar ao nosso portfólio e conhecimento”, afirma Giovani Mariotto, estrategista sênior da Energy Telecom. A holding está montando um novo escritório em São Paulo, onde ficará a sede administrativa. Também já investe em um centro de serviços em Brasília, na busca pelos clientes de governo. Segundo Átila Arruda, hoje a Energy já tem na carteira Banco do Nordeste, Prodam, do Amazonas, além de contratos com órgáos da Justiça no Nordeste.

Edgar Monteiro conta que a fusão ocorre em um cenário positivo para ambas as empresas, e diz que a visão negativa disseminada sobre a economia brasileira não deve se refletir nos negócios da nova holding. “Tivemos os melhores meses de janeiro e fevereiro dos últimos dois anos agora”, diz. Segundo ele, parte dos clientes adiaram ao máximo os investimentos, e agora precisam correr para se atualizar. “Nestas situação, certos investimentos se tornam obrigatórios. Acaba suporte, garantia, eles precisam investir”, explica.

A moeda, porém, pode atrapalhar. “Apenas no final do ano passado, o Dólar teve desvalorização de 30%, o que temos que repassar na oferta de soluções com firewalls, importados”, pondera Arruda. A Blue já oferecia serviços para implementação de infraestrutura em TI, para data centers, a partir de parcerias com Dell, Oracle, e VMWare. E neste ano, entra também no mercado de Big Data, oferecendo soluções na plataforma aberta Hadoop. Outras frentes de ação que devem sair do papel em 2015 são o desenvolvimento de aplicativos móveis para o mercado corporativo e criação de produtos de biometria e RFID.

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