Endividamento cresce, mas fecha 2009 menor, avalia Oi.


Além de investimentos maiores, a Oi prevê o crescimento de sua dívida em 2009, com a necessidade de fazer novas captações no mercado para fazer face à compra de ações dos investidores minoritários, como prevê o contrato de compra da BrT. Segundo Zornig, o pico do endividamento da companhia ocorrerá entre o segundo e o …

Além de investimentos maiores, a Oi prevê o crescimento de sua dívida em 2009, com a necessidade de fazer novas captações no mercado para fazer face à compra de ações dos investidores minoritários, como prevê o contrato de compra da BrT.

Segundo Zornig, o pico do endividamento da companhia ocorrerá entre o segundo e o terceiro trimestre deste ano. "A partir daí, a dívida deverá reduzir até duas vezes a margem da Ebitda", disse.

Zornig não adiantou a forma de captação que a operadora optará, mas afirmou que já obteve financiamento de um banco filandês (Finvera), no valor de U$ 500 milhões, para aquisição de equipamentos da Nokia/Siemens. Aguarda também financiamento de um banco chinês.

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A unificação das operações da Oi e BrT renderá R$ 600 milhões em sinergia, prevê Zornig. Ele disse que, além das 400 demissões feitas em fevereiro, nas gerencias em duplicidade, novas dispensas ocorrerão por motivo de otimização operacional, porém, ao final de 2009, haverá adição líquida de empregos, garantiu.

Crise

No que diz respeito à receita, a  crise financeira não atingiu a companhia, disse Zornig. Mas, a operadora sentiu seus efeitos no custo do dinheiro, com o aumento do spreed, e na desvalorização cambial. "Nós somente vamos realmente nos preocupar se houver demissão em massa no país", disse.

Zornig lembrou que o setor de telefonia não apresentou ainda queda nem nos Estados Unidos nem nos países da Europa, onde a crise é maior.

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