Empresas continuam com dificuldade na compra de componentes


Empresas continuam com dificuldade na compra de componentes. Crédito: Divulgação
Crédito: Divulgação

A sondagem de novembro feita pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica Eletrônica (Abinee) indica que 66% das empresas ainda enfrentam dificuldade para comprar componentes. O número permanece estável frente a última sondagem, com apenas um ponto percentual abaixo.

Para 44% dos que responderam, o cenário irá voltar ao normal a partir de meados de 2022. Já 35% acreditam que isso acontecerá apenas em meados de 2023.

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Em 2020, apenas 20% das empresas afirmavam ter dificuldades para adquiri componentes. Os componentes eletrônicos, com 64% seguem na liderança entre os componentes que estão em falta no mercado. No total, a compra de semicondutores foi alvo de reclamações por 68% dos participantes. Em seguida, vem componentes eletrônicos de outras origens (44%), cobre (31%), aço carbono (24%).

Embora a quantidade de empresas que relataram dificuldades na aquisição de componentes tenha abaixado um ponto percentual, cresceu a percepção de pressão acima do normal no custo desses materiais. A porcentagem passou de 78% em outubro, para 81% em novembro.

Como consequência, há atrasos na produção e na entrega, citados por 41% dos entrevistados, e, até mesmo, paralisação parcial das atividades, o que aconteceu com 8% dos entrevistados. A sondagem não registrou paralisação total de alguma indústria.

Marcado três quedas seguidas, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do setor elétro eletrônico atingiu 53,8 pontos em novembro.

Ainda assim, as expectativas para 2022 são otimistas, com 69% das empresas participantes afirmando que terão crescimento no próximo ano, um crescimento de cinco pontos percentuais se comparado ao mês anterior. Outros 22% projetaram estabilidade e 9%, retração. Os resultados também foram favoráveis neste ano. 73% das companhia disseram ter crescimento em relação ao ano anterior, 18% estabilidade e 9% queda.

Com o surgimento do novo coronavírus na Ásia, grande celeiro de componentes do mundo, as indústrias interromperam suas produções, deixando de abastecer as demandas por tecnologia cresciam mediante às restrições de mobilidade. Como um produto de semicondutores demora entre quatro e três meses para ser produzido, a quarentena na China ainda no início de 2020 afetou a cadeia produtiva a longo prazo.

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