Embratel tem prejuízo de R$ 324,2 milhões e EBIDTA negativo em R$ 40 milhões


O reconhecimento de despesas no valor de R$ 515 milhões relativas ao pagamento de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) incidente sobre a receita advinda do aluguel de portas IP impactou negativamente os resultados do terceiro trimestre (3T06) da Embratel, divulgados ontem à noite, como já havia antecipado a própria empresa esta semana. A companhia …

O reconhecimento de despesas no valor de R$ 515 milhões relativas ao pagamento de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) incidente sobre a receita advinda do aluguel de portas IP impactou negativamente os resultados do terceiro trimestre (3T06) da Embratel, divulgados ontem à noite, como já havia antecipado a própria empresa esta semana.

A companhia registrou um EBIDTA (medida do fôlego da empresa – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) negativo em R$ 39,6 milhões, contra os R$ 470,8 milhões obtidos no terceiro trimestre de 2005 (3T05). A margem ficou negativa em 1,9%. E teve um prejuízo líquido de R$ 324,2 milhões, ante um lucro líquido de R$ 54,3 milhões registrado no terceiro trimestre de 2005 (3T05). No acumulado do ano, o prejuízo líquido foi de R$ 64,7 milhões, ante um lucro líquido de R$ 191 milhões obtidos nos nove primeiros meses de 2005.

Nos primeiros nove meses de 2006, o EBIDTA da empresa totalizou R$ 1,001 bilhão, uma queda de 25,3% quando comparado ao mesmo período de 2005, cujo EBIDTA foi de R$ 1,339 bilhão. Excluindo o impacto de R$ 515 milhões do ICMS, o EBIDTA da Embratel no 3T06 teria sido de R$ 475 milhões e de R$ 1,516 bilhão nos nove meses de 2006, um aumento de 13,1% ante ao mesmo período de 2005. A margem EBIDTA teria sido de 23% no terceiro trimestre deste ano e 24,7% de janeiro a setembro.

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A Embratel reiterou no balanço que, no terceiro trimestre, já pagou parte do débito de ICMS, no valor de R$ 192 milhões, e constituiu uma provisão de R$ 323 milhões para os pagamentos futuros. A companhia ressaltou que a decisão da Embrapar de aproveitar os benefícios fiscais resultados de convênio aprovado pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária, que reúne os secretários estaduais de Fazenda), em agosto, e que concedeu anistia fiscal à empresa permitindo que ela não pagasse multas e juros sobre o valor devido, resulta da “firme decisão da administração de reduzir o volume de contingências resultantes de suas atividades, com vistas a ter um ambiente mais favorável ao crescimento dos seus negócios e a melhoria operacional nos exercícios subseqüentes”.

Receitas

No terceiro trimestre, a receita líquida da Embratel foi de R$ 2,063 bilhões, um crescimento de 10,2% em comparação com igual período de 2005. No acumulado do ano, a receita líquida foi R$6,138 bilhões, um aumento de 9,1% em comparação com os R$ 5,628 bilhões obtidos de janeiro a setembro de 2005.

No trimestre, o aumento da receita, segundo a companhia, foi resultado de um ganho de 27,9%, ou R$ 125 milhões, na receita de comunicação de dados, um crescimento de 47%, ou R$ 78 milhões, na receita local e um aumento de 9,4% na receita oriunda de outros serviços, compensando uma queda de 1,6%, equivalente a R$ 19 milhões, na receita de longa distancia. A participação da receita de longa distância na composição da receita total da companhia vem caindo. No 3T06 representou 56,8% da receita total, comparado com 63,5% de um ano atrás.

Custos e dívida

No terceiro trimestre de 2006, os custos de interconexão da companhia somaram R$844 milhões. No acumulado do ano, os custos de interconexão foram de R$2,499 bilhões, um pouco menor quando comparados ao mesmo período de 2005. Em 30 de setembro, a posição de caixa era de R$686 milhões. A Embratel encerrou o trimestre com uma dívida total de R$2,287 bilhões e uma dívida líquida de R$1,601 bilhão. A dívida de curto prazo (juros devidos, dívida de curto prazo e dívida a vencer nos próximos 12 meses) era de R$723 milhões.

Investimentos

Os investimentos no terceiro trimestre de 2006 foram de R$447 milhões, sendo que R$ 137,6 milhões foram destinados a acesso, infra-estrutura e serviços locais e R$ 134,4 milhões dirigidos à Star One, subsidiária que cuida da operação de satélite.

Da Redação

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