Eleições mudam a cara da Câmara e do Senado


O resultado das eleições de domingo promoveu uma renovação de 43,5% na Câmara dos Deputado. São 198 novos deputados a partir de 2015. Outros 25 que não participaram da legislatura anterior, mas já tiveram mandato em algum momento, retornam à Casa. Esse percentual é um pouco menor do que o verificado em 2010, que chegou a 46,4%. Historicamente, a média de substituição na Casa fica sempre em torno de 40% a 50%. Dos atuais 513 parlamentares, 290 foram reeleitos – incluindo suplentes que exerceram o mandato entre 2011 e 2014 –, o que corresponde a 56,5%. A porcentagem daqueles que assumem o mandato pela primeira vez é de 38,6%.

Em relação aos partidos, o PT foi o que mais reelegeu deputados (48), seguido pelo PMDB, (38). O PT fica agora com a maior bancada na Câmara, com 70 deputados, suplantando o PMDB, com 66 deputados.  No entanto, os dois partidos tiveram suas bancadas reduzidas na Câmara dos Deputados. Proporcionalmente ao tamanho da bancada, o Solidariedade (SD) foi o partido que teve o maior índice de reeleição, 73,3%, ou seja, dos 15 deputados eleitos este ano, 11 já exerciam mandato na Câmara. Pelo mesmo critério, o Pros alcançou o segundo maior índice de reeleição: dos 11 deputados eleitos, oito são parlamentares reeleitos (72,7%).

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O índice de reeleição do PRB foi 33,3%, ou sete parlamentares. O PSDB reelegeu 28 dos 44 deputados que tinha em sua bancada na última legislatura e o PSB manteve 15 dos 24 que representavam a legenda entre 2010 e 2014. Já o PSD, que foi criado durante a legislatura passada, teve a bancada reduzida em oito deputados, dos quais 23 foram reeleitos. O PP reelegeu 25 parlamentares este ano, mas viu a bancada diminuir.

Senado

No Senado, a eleição foi restrita a um terço das vagas, ou seja, 27 integrantes. Dos 10 que tentaram reeleição, apenas metade conseguiu os votos necessários. São eles Álvaro Dias (PSDB-PR), que venceu com 77% dos votos válidos, Fernando Collor (PTB-AL), Kátia Abreu (PMDB-TO), Maria do Carmo Alves (DEM-RN) e Acir Gurgacz (PDT-RO).

O PSB chegou à disputa com quatro senadores, e sai das urnas com sete. Além de manter toda a sua bancada, os socialistas viram as vitórias de Romário (RJ), Fernando Bezerra (PE) e Roberto Rocha (MA). Com isso, o PSB passa a ter a quarta maior bancada do Senado. Outro partido que sairá do domingo eleitoral maior do que chegou foi o PSD. Em sua primeira eleição para o Legislativo federal, o partido criado em 2011 somou dois senadores — Otto Alencar (BA) e Omar Aziz (AM) — agora tem três membros na Casa.

Outros três partidos ganharam um senador cada. O PDT perdeu Pedro Taques (MT), eleito governador em primeiro turno, e João Durval (BA), em fim de mandato, mas acrescentará Lasier Martins (RS), Reguffe (DF) e Telmário Mota (RR). O PPS beneficia-se de forma indireta com a saída de Taques: é o partido do suplente que assumirá o mandato, José Antônio Medeiros. A legenda não tinha nenhum senador. Por fim, o DEM compensa a saída de Jayme Campos (MT), que conclui seu mandato, com as chegadas de Ronaldo Caiado (GO) e Davi Alcolumbre (AP).

Em situação oposta, o PSDB, que tinha uma bancada de 12 senadores, perdeu dois. Encerram seus mandatos Antônio Aureliano (MG), Cícero Lucena (PB), Cyro Miranda (GO) e Ruben Figueiró (MS). Além disso, no Pará, Mário Couto não conseguiu a reeleição. Em compensação o partido elegeu apenas três novos membros: José Serra (SP), Antonio Anastasia (MG) e Tasso Jereissati (CE).

Quem mais perdeu cadeiras, entretanto, foi o PTB. O partido — que também integra a coligação presidencial de Aécio Neves — verá quatro de sua bancada de seis parlamentares deixarem a Casa. Mozarildo Cavalcanti (RR) e Gim (DF) fracassaram em suas tentativas de reeleição. Epitácio Cafeteira (PB) e João Vicente Claudino (PI) encerraram seus mandatos — Claudino foi substituído pelo correligionário Elmano Férrer.

Mesmo com as perdas, o PSDB segue com a terceira maior bancada do Senado: 10 integrantes. Já o PTB, encarando um déficit de três senadores, deixa de ser a quarta maior bancada e passa a ser apenas a sétima.

Três outros partidos diminuíram em 2014. O PCdoB perderá um de seus dois senadores, com a saída de Inácio Arruda (CE). O PMDB e o PT, as duas maiores bancadas da Casa, também perderão um integrante cada, entre chegadas e saídas. Eles sustentam suas posições em relação às outras siglas com representação no Senado, mantendo-se como o primeiro e o segundo maiores partidos: o PMDB tem agora 18 senadores, e o PT tem 12.

O segundo turno da eleição presidencial e das eleições estaduais ainda pode trazer mudanças na configuração partidária do Senado, já que ainda há senadores na disputa. Há suplentes do PMDB, PT, PSDB, DEM, PRB e PSC (esse último sem bancada atualmente) com possibilidade de assumir mandatos após o segundo turno.(Com Agências Câmara e Senado)

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