Economia insiste em privatização dos Correios ainda em 2021


O PPI, programa de desestatização do governo federal, mantém a previsão de venda dos Correios ainda em 2021. Já as privatizações de Telebras, Serpro, Dataprev e EBC ficam para 2022. Foi o que apresentou nesta terça-feira, 27, a secretária do PPI, Martha Seillier, à imprensa após reunião do conselho.

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Segundo ela, o governo quer que a privatização seja realizada “o mais rápido possível”. Ela reiterou que a União venderá o controle da estatal, conforme estudo apresentado em março.

“Enquanto isso, do lado do governo, vamos avançando com os estudos para essa modelagem. Já aprovamos os estudos da primeira etapa, em março. Não vamos buscar um caminho de venda minoritária. Temos análises que  demonstram números de investimento necessário para esse serviço”, continuou.

O governo calcula que os Correios precisem realizar investimentos de R$ 2 bilhões por ano, mas como estatal, conseguiria realizar aportes de apenas R$ 300 milhões ao ano. A expectativa é que os estudos finais sejam concluídos em agosto ou setembro. “Daí podemos proceder à consulta pública. E ainda tem o TCU, que vai verificar a legalidade”, afirmou.

O TCU pode avaliar a proposta por 150 dias. Ou seja, apesar da vontade do governo, confirmada entrega da proposta de venda em setembro, é pouco provável que a privatização aconteça ainda este ano.

Rumores

Martha Seiller negou à imprensa que estaria de saída da PPI. “Vi na imprensa que vou sair, mas não fui informada”, ironizou.

Hoje, o Ministro Paulo Guedes, da Economia, demitiu Waldery Rodrigues, que ocupava o posto de secretário da Fazenda, por conta de atritos relacionados à aprovação do orçamento de 2021. Vanessa Canado, assessora de Guedes, pediu para sair. Ela era uma das articuladoras da reforma tributária baseada na PEC 45.

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