EAD só consegue distribuir 70% dos conversores de TV em SP até março


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O presidente da EAD, Antonio Carlos Marteletto, acredita que a reunião do Gired da próxima terça, 31, (grupo que conduz a transição da TV digital), poderá chegar a um consenso sobre a melhor data para o desligamento da TV analógica da região metropolitana de São Paulo, oficialmente marcada para 30 de março.

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Segundo ele, mais do que adiar o cronograma, a empresa (também conhecida por Seja Digital) está preocupada em assegurar que “nenhum morador da capital paulista e cidades do entorno fique sem receber os sinais de TV. ”

Para isso, a estimativa da EAD é que deverão ser distribuídas 1,8 milhão de caixinhas para a população de baixa renda. ” Na próxima semana, começam a chegar para nós, da China, os kits para a capital. Já estamos fazendo as entregas ao entorno de São Paulo, estimadas em 700 mil kits. Estamos ampliando os postos de atendimento e nos tornando mais agressivos na distribuição”, explicou ele.

Mesmo com essas ações, Martelleto estima que se for mantida a data de março, no máximo serão entregues 70% dos conversores. Para ele, a experiência de Brasília pode ser considerada como o divisor de águas. O desligamento das emissoras foi adiado em um mês da data prevista, e todo o processo foi concluído em janeiro deste ano. E a empresa fez uma pesquisa após a conclusão dos trabalhos, e 95% das pessoas que ganharam o kit responderam que o processo foi ótimo ou muito bom.

As operadoras de celular (que compõem a EAD) formalizaram o pedido ao MCTIC para o adiamento do desligamento de SP para o mês de agosto. A Globo, mais sensível ao problema da logística, acha que o desligamento pode ocorrer em 30 de maio. Mas a TV Record continua com sua campanha de manter a data para o dia 30 de março.

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