Dona da GVT analisa hoje proposta da Telefónica, de 7,45 bi de euros e da Telecom Italia, de 7 bi. As duas oferecem participação societária.


O conselho de administração da Vivendi já está reunido para analisar as duas propostas de comprar de sua operadora brasileira, a GVT. A proposta da Telecom Italia foi comunicada ao mercado europeu e brasileiro esta madrugada. A proposta da Telefónica, embora tenha sido divulgada há vários dias, foi melhorada, conforme comunicado da operadora francesa.

O conselho de administração da Vivendi já está reunido para analisar as duas propostas de compra de sua operadora brasileira, a GVT. A proposta da Telecom Italia foi comunicada ao mercado europeu e brasileiro esta madrugada. A proposta da Telefónica, embora tenha sido divulgada há vários dias, foi melhorada, conforme comunicados das operadoras francesa e espanhola.

A disputa pela GVT, uma empresa que veio para o Brasil financiada por fundos de investimentos israelenses e depois caminhou com pernas próprias a partir da abertura de seu capital,  é o passo firme na direção da consolidação do mercado de telecomunicações brasileiro.  A consolidação  ficou ainda mais embaralhada com o anúncio de ontem, da Oi, de intenção de compra da própria TIM. Proposta descartada pela italiana.

O valor oferecido pelas duas operadoras europeias pela empresa de banda larga telefonia fixa  e TV paga brasileira é muito superior ao seu resultado líquido, mas o que importa mesmo é que é uma empresa que pode incomodar a Telefónica em São Paulo, e vira um braço de banda larga fixa estratégico para a TIM.

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A oferta da Telefónica, que inicialmente era de 6,75 bilhões de euros, foi aumentada para 7,45 bilhões de euros, conforme o comunicado da compradora e vendedora. Ela prevê pagamento em dinheiro de 4,663 bilhões de euros e 12% de ações da Telefônica Vivo Brasil para a Vivendi após a aquisição da GVT. Esta nova oferta, informa o grupo é válida apenas até amanhã, dia 29 de agosto. Ela só mantém a oferta se o conselho de Administração da Vivendi decidir hoje por sua proposta, e descartar a oferta da Telecom Italia. Então a proposta fica na mesa por três meses, até que todos os passos para sua conclusão sejam dados. Na oferta da Telefónica há ainda a possibilidade de Vivendi trocar um terço das ações brasileiras por ações da Telecom Italia, na proporção de 5,7% do capital social e 8,3% do direito de voto da italiana.

A  Telecom Italia oferece um valor total de 7 bilhões de euros (R$ 21 bilhões) , sendo 1,7 bilhão de euros em dinheiro e restante participação acionária na TIM e em sua própria corporação. No final, a operadora francesa passará a deter 15% da TIM, que permanece com o controle da Telecom Italia (com 60% da TIM) e aproximadamente 20% da ações ordinárias da Telecom Italia, (ou 16% do capital social e 21,7% do capital votante) valor calculado com base no preço das ações entre novembro de 2013 e novembro de 2016. A oferta da italiana é válida até 10 de setembro. Há ainda uma cláusula de saída em caso de perda de valor da GVT.

Conteúdo

Não está explicitado em nenhum dos dois comunicados a inclusão da produção audiovisual da Vivendi na distribuição das duas redes de telecomunicações na Europa e no Brasil. Mas os executivos das duas compradoras já se manifestaram que esta parceria estratégica incluiria também a distribuição do conteúdo da francesa.

 

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