Dois fundos minoritários da Oi avisam que vão votar contra o aumento de capital e reestruturação da operadora


Os fundos Tempo Capital e Vinson Fund LLC, que detêm juntos 1,8% do capital votante da Oi S.A. argumentam que o cormpartilhamento de dívidas e a superavaliação dos ativos da PT prejudicam a companhia e seus acionistas minoritários e por isto pedem a rejeição da proposta de reestruturação.

Foi publicado agora à noite na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o pedido público de procuração de dois fundos de investimento – Tempo Capital e Vinson Fund LLC- para que seus representantes votem contra a proposta de reestruturação da Oi, nos termos divulgados. A Assembleia Geral marcada para definir o aumento de capital e a reestruturação da operadora brasileira está marcada para o próximo dia 27 (quinta-feira).

Os dois fundos possuem 1,8% do capital votante da Oi. S.A (operadora) e 0,5% do capital social da companhia. Os minoritários defendem a rejeição das propostas de aumento de capital e da análise do valor dos ativos da Portugal Telecom (PT), que foram avaliados pelo banco Santander em pelo menos 1,5 bilhão de euros (cerca de R$ 5 bilhões). Eles querem  que a assembleia vete o banco Santander como avalista e o laudo emitido.

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Segundo os acionistas, “esta operação é uma tentativa do grupo de controle de obter benefícios particulares às custas da Companhia e de seus acionistas minoritários, mediante (i) o compartilhamento de dívidas de responsabilidade exclusiva do grupo de controle com os demais acionistas minoritários da Companhia; (ii) a superavaliação dos Ativos da PT que estão sendo incorporados na Companhia como um “aumento de capital” vis a vis a subavaliação do preço de emissão da Companhia na oferta já anunciada, provocando uma diluição injustificada dos acionistas da Companhia; (iii) a ausência de claros benefícios operacionais; e (iv) a incorporação de operações em países que julgamos menos atrativos versus o mercado brasileiro”.

Os dois fundos   entendem que a operação proposta não é do melhor interesse da Companhia e de seus acionistas minoritários, e portanto os mesmos devem se pronunciar no sentido de rejeitá-la. ( Da Redação).

 

 

 

 

 

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