Dilma visita o centro de controle do satélite brasileiro Telebras


Dilma Rousseff, 23/03/2016. foto: Roberto Stuckert Filho
Dilma Rousseff, 23/03/2016. foto: Roberto Stuckert Filho

“Esse satélite vai permitir que o Brasil, nas suas áreas mais remotas, esteja conectado por banda larga. É uma conquista para o país.” A declaração foi feita pela presidenta Dilma Rousseff nesta quarta-feira (23), durante visita ao centro de controle do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGCD), em Brasília. Dilma estava acompanhada pelos ministros das Comunicações e da Defesa, André Figueiredo, Aldo Rebelo, e o presidente da Telebras, Jorge Bittar,  entre outros integrantes do governo.

Para gerenciar remotamente o satélite, foi instalado no 6º Comando Aéreo Regional (VI COMAR) da Aeronáutica, em Brasília, uma antena de 18 metros de altura e 13m de diâmetro. A presidenta Dilma conheceu hoje como vai funcionar o centro de controle do satélite, onde a antena está instalada.

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Construção
O Satélite Geoestácionário de Defesa e Comunicações Estratégicas está sendo fabricado em Cannes, na França, e começou a ser construído em janeiro de 2014. O lançamento, até o início de 2017, ocorrerá na base de lançamento de Kourou, na Guiana Francesa.  O artefato ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o oceano Atlântico.

A construção do equipamento está sendo feita pela Thales Space, sob contrato com a Visiona, uma joint venture entre a Telebras – estatal federal do setor de telecomunicações – e a Embraer – empresa privada líder nos setores aeroespacial e de defesa. O projeto prevê a transferência de tecnologia e a capacitação de técnicos de diversos órgãos do governo brasileiro. O objetivo e que um segundo satélite, com previsão de lançamento até 2020, seja construído inteiramente no Brasil.

Capacidade

Com um investimento de, aproximadamente, R$ 1,7 bilhão, 5,8 toneladas e capacidade de transmitir 54 gigabits por segundos, o satélite geoestacionário vai operar na banda X, faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar, além de ser também utilizado para levar internet em alta velocidade, via banda KA, a regiões remotas do país, como a Amazônia.  Hoje, as comunicações militares brasileiras são realizadas por meio do aluguel da banda X em dois satélites privados, ao custo anual de R$ 13 milhões. Quando o satélite SGDC já estiver operando, o Ministério da Defesa vai manter apenas um desses contratos com operadores privados, apenas como garantia em caso de possíveis falhas no SGDC.

Gateway

Segundo Bittar, além do Centro de Operações, a Telebras está finalizando o processo de licitação de fornecimento e instalação de cinco gateways (centros de processamento do tráfego de internet), a serem instalados em Brasília, Rio de Janeiro, Florianópolis, Salvador e Campo Grande. A empresa vencedora da licitação foi a norueguesa EMC e o processo está em fase de negociação de contrato. Participaram da licitação várias empresas internacionais do setor. (com assessorias de imprensa).

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