Dilma pede uma semana de prazo para decidir sobre desoneração de folha


A presidente Dilma Rousseff pediu mais uma semana de prazo para decidir sobre a prorrogação da desoneração das folhas de pagamento de 56 segmentos da indústria, do comércio, dos serviços e dos transportes, benefício que acabaria ao final deste ano. O anúncio foi feito na noite desta quinta-feira (22), durante encontro com 36 representantes do Fórum Nacional da Indústria.

Para o presidente da Abinee, Humberto Barbato, o governo está consciente da perda de competitividade da indústria nacional e da necessidade de se reduzir custos para as empresas. De acordo com o Índice de Competitividade Mundial 2014 (World Competitiveness Yearbook), divulgado hoje, o país caiu três posições ficando em 54.º no ranking geral composto por 60 países, à frente apenas da Eslovênia, Bulgária, Grécia, Argentina, Croácia e Venezuela. Em 2010, o Brasil ocupava a 38ª posição no ranking.

O governo quer estudar com maior profundidade os custos do benefício. De acordo com levantamento preliminar, a desoneração causou uma renúncia de R$ 3,59 bilhões só nos dois primeiros meses deste ano, ante uma arrecadação menor de R$ 1,6 bilhão em igual período do ano passado, antes da expansão do benefício.

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Em vez de arcar com 20% da folha de pagamento como contribuição patronal à Previdência Social, os setores beneficiados pela desoneração passaram a pagar 1% ou 2% do faturamento, dependendo da atividade. A mudança beneficia principalmente as empresas intensivas em mão de obra (que geram mais empregos).

Agora, os industriais querem, além da perenização do benefício, que ele seja estendido para outros segmentos. O grupo apresentou também outras propostas que buscam estímulo ao crescimento da indústria, como maior prazo para o pagamento de tributos, incremento e ampliação de acordos comerciais, especialmente com países América Latina e da África, e uma revisão da Lei de Resíduos Sólidos para redução do custo final de produtos reciclados.

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