“Devemos ficar muito atentos ao que está acontecendo na China”, alerta Planejamento


O secretário executivo do ministério do Planejamento, Dyogo Oliveira, alertou para o que está acontecendo na China, que, segundo ele, “poderá deixar todos suscetíveis a uma grande mudança no cenário econômico mundial”. O executivo afirmou que ainda é cedo para avaliar qual será o efetivo  na economia brasileira.

Hoje, 25, novamente as bolsas de valores caíram em todo o mundo, depois de mais uma forte queda no valor das ações chinesas. Oliveira assinalou que será preciso aguardar alguns dias para constatar se as medidas anunciadas pelo Banco Central chinês, diminuindo taxas e ampliando a liquidez do sistema financeiro chinês, surtiram efeito.

Acha cedo para afirmar se esta crise internacional irá afetar as projeções de retomada do crescimento do PIB brasileiro, que estava prevista para o último trimestre deste ano e primeiro trimestre de 2016.

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O ministro da Indústria e Comércio, Armando Monteiro, também acha que ainda está cedo para avaliar os efeitos da crise global na economia brasileira. Mas observa que o Brasil irá sofrer menos do que outros países, tendo em vista que o seu fluxo de comércio internacional é pequeno. Observa que as exportações brasileira já têm sofrido os efeitos da desaceleração da economia desde o início do ano. “Em decorrência do efeito preço em commodities minerais e agrícolas, nós já perdemos em preço cerca de US$ 12 bilhões em termos de receitas, comparados com preços do ano passado”, afirmou o ministro.

Mas assinala que se houver um agravamento desta situação, o Brasil terá mais problemas. Ele assinala que a Alemanha, que é uma potência exportadora, já apresenta uma enorme queda em suas exportações. “Torço para que este quadro  não ser agrave”. Ele considera ser prematuro fazer avaliação mais precisa.

Lembra que o Brasil é ainda um país fechado e, portanto, o comércio externo representa uma parcela relativamente pequena da economia. Ele cita que as exportações do Brasil representam apenas 10% do PIB.

 

 

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