Desligamento de TV analógica gera preocupações à Abert


O decreto que traz novas datas para início e fim do desligamento da TV analógica não trouxe surpresas para a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). Mas causou preocupações e algumas dúvidas, disse o presidente da entidade, Daniel Slavieiro. A expectativa agora é com a divulgação do cronograma de desligamento, que ficou de sair por portaria.

 

Antes previsto para ocorrer de uma só vez em todas as cidades, em 2016, agora será antecipado para 2015, nas regiões metropolitanas e maiores cidades do país. Assim, será possível destinar parte da faixa de frequência de 700 MHz – hoje ocupada por canais de televisão analógica – para disponibilizar acesso à internet de alta velocidade. Em outras regiões, o desligamento ocorrerá paulatinamente, até 2018.

“A possibilidade de digitalização no mesmo canal analógico é positiva, desde que a regulamentação permita que isso seja opcional”, afirmou Slavieiro. Segundo ele, a medida traz redução de custos, mas ao retirar compulsoriamente o simulcast, deixa de oferecer condições isonômicas para radiodifusores.

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Outra medida positiva do decreto, na opinião do presidente da Abert, é a ampliação do prazo para consignação de canal analógico, que agora vai até 31 de agosto deste ano.  “Existem muitos pedidos de canais analógicos secundários represados que o ministério ainda não conseguiu analisar e que agora pode ser feito”, disse.

Mas a principal preocupação da Abert é com a divulgação de plano consistente para garantir que a população tenha acesso à TV digital. Slavieiro considera que será preciso dar gratuitamente septop Box para a população de baixa renda. Ele também defende a ampliação de exigência de receptor nos celulares. Hoje as fabricantes são obrigadas a integrar o receptor em apenas 5% dos aparelhos produzidos com PPB.

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