Decisão de Bolsonaro sobre Clean Network terá como base a segurança e a economia


Segundo o secretário interino de Telecomunicações, Artur Coimbra, somente o presidente tem condições de avaliar todos os fatores que envolvem essa adesão à política de “rede limpa” de telecomunicações defendida pelos EUA.

Qualquer decisão definitiva sobre o Brasil apoiar ou não a iniciativa norte-americana chamada Clean Network (Rede Limpa, na tradução livre) será tomada pelo presidente da República, que levará em consideração não só a posição dos ministérios, mas também o seu impacto  na segurança nacional e  na economia. A afirmação é do secretário interino de Telecomunicações, Artur Coimbra, que participou desta sexta-feira, 13, de live do Tele.Síntese.

O programa dos Estados Unidos visa limitar o avanço de empresas chinesas na tecnologia 5G. Para o Brasil, a adesão à iniciativa, na prática, pode banir a Huawei do fornecimento de equipamentos para as operadoras brasileiras, que já são clientes da fabricante. Segundo Coimbra, só o presidente da República tem a posição privilegiada para avaliar todos os fatores e tomar a decisão mais conveniente.

Coimbra disse que o Ministério das Comunicações não participou da reunião com o subsecretário americano Keith Krach, que esteve recentemente em Brasília. Krach tem apelado aos países aliados dos EUA para que se unam a fim de proteger dados e interesses de segurança nacional do “estado de vigilância do Partido Comunista Chinês e de outras entidades malignas”.

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