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De olho no mercado de cibersegurança, Pátria Investimentos cria a SEK

Criada pelo Pátria Investimentos a partir da fusão de Proteus e NeoSecure, a SEK nasce já com 650 clientes, faturamento de US$ 100 milhões e previsão de investimento de US$ 15 milhões este ano no Brasil.

Crédito: Freepick

A gestora Pátria Investimentos trabalha desde 2021 em uma forma de aprofundar negócios no mercado de cibersegurança. Naquele ano, comprou as empresas Proteus Risk Management, do Brasil, e NeoSecure, do Chile, para dar o pontapé inicial em um negócio com potencial global.

Desde então, investiu US$ 100 milhões na integração das empresas e criou a SEK – Security Ecosystem Knowledge, uma holding dedicada ao fornecimento de soluções de cibersegurança em toda a América Latina, cujo lançamento oficial se deu esta semana.

A SEK já surgiu grande graças às aquisições em sua origem. Faturou, em 2022, US$ 100 milhões. Tem na carteira 650 clientes. O quadro de profissionais reúne 750 pessoas. Além disso, é dona de quatro centros de serviços gerenciados de defesa e resposta (Chile, Argentina, Colômbia e Peru) e de dois centros de pesquisa (EUA e Portugal).

A sede da empresa fica no Brasil, onde está expandindo com a instalação de um novo centro de defesa. Este ano haverá aporte de US$ 15 milhões localmente na expansão dos negócios – a meta é dobrar de tamanho por aqui. Um terço do montante vai para a construção de um centro de cibersegurança.

Segundo Maurício Prado, CEO da SEK, a empresa oferece ao mercado serviços de cibersegurança baseados em tecnologias de 40 fornecedores globais. Os trabalhos focam serviços gerenciados, profissionais e de consultoria.

“Nosso compromisso assumido com os investidores é quintuplicar as operações até 2025”, falou, em coletiva de imprensa ocorrida em São Paulo. Além de multiplicar por cinco o faturamento, ele diz que será preciso multiplicar o quadro de funcionários e também o número de países onde opera.

Estratégia

Prado contou que a SEK vai buscar mais empresas para aquisição até 2025. Conta, inclusive, como uma diretoria apenas para M&A. O projeto de cibersegurança do Pátria tem US$ 250 milhões (US$ 100 milhões dos quais usados na criação da SEK). O restante pode ser destinado a fusões com empresas já estabelecidas no mercado.

Ele lembrou ressaltou o potencial de crescimento da empresa, e do segmento de cibersegurança, com o aumento da “superfície de contato” das empresas para ataques de criminosos digitais. Fenômeno resultante do uso maior de internet das coisas, nuvem, e agora, chegada do 5G.

Outro fator que vai contribuir para crescimento contínuo da demanda por cibersegurança pelas empresas é a regulação dos deveres e obrigações quanto à privacidade dos usuários. No caso do Brasil, a LGPD tem papel importante nas projeções de aumento de serviços pela empresa, previu.

O Pátria é um fundo conhecido por investimentos ditos “alternativos”, em mercados novos. Esteve por trás da criação da Vogel Telecom, vendida à mineira Algar Telecom, e da Highline, empresa de infraestrutura passiva de telecomunicações, vendida ao grupo multinacional IHS. E atualmente é controlador da Winity, operadora móvel de atacado que comprou espectro de 700 MHz no leilão 5G. Na SEK, é controlador, com 80% do capital social.

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