CVM investiga se há fraude na Oi, diz jornal


A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) brasileira e a SEC (Securities and Exchange Comission) norte-americana estão investigando se algum executivo da operadora brasileira Oi sabia do empréstimo de 897 milhões de euros feito pela Portugal Telecom à empresa Rio Forte, que acabou se transformando em calote, já que a empresa não pagou o que devia. Esta empresa pertence ao Grupo Espírito Santo (GES), que entrou em concordata, informa o Valor Econômico em sua edição de hoje (30)

O principal foco de atenção das duas agências é saber se alguém envolvido com a oferta pública de ações, quando a Oi captou no mercado R$ 8,2 bilhões (as ações foram lançadas globalmente, por isto, o envolvimento da SEC) sabia previamente do alto comprometimento da Portugal Telecom com a outra empresa.  Se sim, essas informações não foram prestadas ao  mercado, como deveriam ser.

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Em abril, a Oi fez um aumento de capital de R$ 13,9 bilhões, visando a fusão com a PT e seu ingresso no novo mercado. Deste total, R$ 5,7 bilhões vieram da operadora portuguesa sob a forma de ativos. Até esta operação, as gestões das duas empresas eram separadas. E o ex-presidente da Oi e da PT, Zeinal Bava, era quem conduzia as apresentações para atrair os investidores à compra dos papeis.

Após a perda do valor da RioForte (quase R$ 3 bilhões) a participação da PT na Oi caiu de 37,4% para 25,6%, mas a operação ainda não se efetivou. A intenção é a migração para o novo mercado, migração esta prevista para até março de 2015. Enquanto isto, especula-se na venda da própria PT e em novos movimentos da Oi para se recompor no mercado.

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