Crimes cibernéticos geram prejuízo global de US$ 600 bilhões


O crime cibernético gera um prejuízo de quase US$ 600 bilhões para as empresas (0,8% do PIB mundial), refletindo um aumento em relação a um estudo de 2014 que avaliou os prejuízos globais em aproximadamente US$ 445 bilhões. Essa é a principal constatação do relatório “Impacto econômico do crime cibernético: sem sinais de desaceleração”, produzido pela McAfee em parceria com a Center for Strategic and International Studies (CSIS). Para a empresa, o crescimento dos últimos três anos é atribuído à rapidez com que os criminosos cibernéticos adotam novas tecnologias, à facilidade de ingressar no crime cibernético (incluindo um número crescente de centrais de crime cibernético) e à estrutura financeira cada vez mais sofisticada de criminosos cibernéticos profissionais.

De acordo com o relatório, os bancos continuam sendo o alvo favorito dos criminosos cibernéticos, e estados-nação em conflitos internacionais são a fonte mais perigosa de crimes cibernéticos. Rússia, Coreia do Norte e Irã são os países que mais realizam ataques hacker em instituições financeiras, enquanto a China é o país mais ativo em espionagem cibernética.

O relatório avaliou o crime cibernético na América do Norte, na Europa, na Ásia Central, na Ásia Oriental e na região do Pacífico, na América Latina e no Caribe, na África Subsaariana, no Oriente Médio e no Norte da África. Como era de se esperar, os prejuízos gerados pelo crime cibernético são maiores nos países mais ricos. No entanto, os países com os prejuízos mais altos (percentual da renda nacional) são nações de nível econômico intermediário que são digitalizadas, mas não totalmente proficientes em segurança cibernética.

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