Criatividade e inovação: fundamentais no novo cenário das comunicações


Com a 4G, as operadores deverão explorar soluções convergentes para que os consumidores sejam surpreendidos com novas propostas.    Recentemente, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou informações sobre o processo de venda da frequência 4G que, ao que tudo indica, será oferecida a partir do segundo trimestre de 2013. A nova freqüência que aumentará …

Com a 4G, as operadores deverão explorar soluções convergentes para que os consumidores sejam surpreendidos com novas propostas.

   Recentemente, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou informações sobre o processo de venda da frequência 4G que, ao que tudo indica, será oferecida a partir do segundo trimestre de 2013. A nova freqüência que aumentará a velocidade da navegação móvel de banda larga em cerca de dez vezes em relação à rede 3G, possibilitará a aceleração de transferências de dados, afetando de forma positiva serviços como mensagens instantâneas, TV móvel e vídeo-chamada.

Se levarmos em conta que o consumidor, em pouco tempo, não será mais apenas um cliente e sim um parceiro que pode gerar e vender conteúdo, veremos o quanto isso afeta também as operadoras, que deverão passar de empresas de telecomunicações para empresas de comunicações, reajustando, inclusive, sua infraestrutura para abrigar este novo modelo de negócio.

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Nesse cenário, espera-se ainda que os operadores explorem soluções convergentes e que, em curto prazo, os consumidores sejam surpreendidos com novas e melhores propostas. Se boa parte do benefício aos usuários virá da redução de preços, será ainda mais relevante o valor da inovação que os provedores consigam introduzir na sua oferta de serviços, conquistando o tão sonhado “fator de diferenciação”, que permitirá o sucesso de seus respectivos modelos de negócio.

Sem dúvida, outra questão relevante será a disponibilidade de acesso à telefonia e internet móvel para uma significativa parte da população que, principalmente por problemas de cobertura, estava impossibilitada de usufruir desses serviços. A pergunta que surge agora é como os consumidores, as empresas e as instituições reagirão diante deste novo padrão, a partir do qual contarão com todas as ferramentas que lhes permitirão criar, empreender e desenvolver como nunca antes.

De acordo com o cronograma aprovado pela Anatel, o início da análise de licitação do edital, que possibilitará às operadoras de telefonia celular o acesso à faixa de frequência de 2,5 gigahertz (GHz) para no futuro conseguir oferecer a tecnologia 4G, deve começar no final de novembro. Em 2011 aguarda-se a realização da consulta pública para sugestões e, por fim, que sua publicação seja em setembro do mesmo ano.

No final de 2012, a previsão é que os trâmites para autorização das empresas vencedoras esteja finalizado. É justamente aqui onde se abrem oportunidades de desenvolvimento, tanto para as próprias operadoras como para novos atores, os quais, por meio de soluções ou conteúdos, poderão tirar vantagens desse novo mercado potencial.

Para concluir, os desafios que se apresentam atualmente na indústria são interessantes. Há que se esperar algum tempo para ver quem são os que estão administrando sua inovação de maneira coerente e conquistarão um vínculo estreito com os consumidores e suas necessidades futuras.

Marco Galaz é diretor de telecomunicações da everis Brasil

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