Crescimento da banda larga desacelera no mundo


2018 foi o ano em que o 4G se tornou mais popular do que o 2G no mundo, com 3,4 bilhões de acessos, ou 44% do total. Ainda este ano, o LTE responderá por mais da metade do total de conexões. Em 2023 atingirá o pico de uso, com 62% dos acessos.

Close up on fiber optics – Shallow depth of field

A adoção da banda larga no mundo continua crescendo, mas a um ritmo menor a cada novo ano. Relatório da Comissão de Banda Larga da União Internacional de Telecomunicações (UIT), aponta para estabilidade em 2018 em relação a 2017. Em 2017 houve expansão de 8,9% sobre 2016.

O ritmo de crescimento reduziu-se inclusive nos países menos desenvolvidos, e menos conectados. O relatório diz que nestas nações o índice de interne inclusiva passou de 53,1% para 54,8%, uma expansão de 0,8% em média, considerada baixa.

O cenário aparenta ser desafiador, na medida que o preço do tráfego de dados mundo afora cai, em média, 27% (CAGR) entre 2015 e 2018. Os preços vêm caindo mais na banda larga móvel. A meta da UIT é conseguir que os países-membros reduzam os preços ao consumidor até o equivalente a 2% da renda per capita. Por enquanto, a média mundial é de 5%. A Ásia é o continente mais bem sucedido neste quesito, com preço equivalente a 1,2% da renda média mensal. Na África Sub-Saariana, o custo é de 6,8% – embora alto, uma queda drástica em relação aos preços equivalentes a 13,2% da renda média local. Nas Américas, a média fica em 2,7%. O material não traz os dados isolados para o Brasil.

PUBLICIDADE

Investimentos

Outra constatação do documento é a ampliação dos investimentos em países emergentes. Em 2016, o investimento em telecomunicações foi de US$ 354 bilhões em todo o mundo, uma expansão de 4% em relação a 2016. O aumento do Capex se deve à maior penetração da internet em países menos desenvolvidos. Entre 2019 e 2025, espera-se que as operadoras invistam US$ 1,3 trilhão no mundo, sendo 75% desse valor relativo a 5G.

Ao mesmo tempo, as empresas digitais, que oferecem aplicações, estão se tornando grandes investidoras em infraestrutura, com gastos médios de US$ bilhões ao ano em data centers, cabos submarinos, entre 2014 e 2017 – o dobro no visto no período 2011-13.

Telefone fixo em queda

A UIT lembra que o pico da telefonia fixa se deu em 2006, quando 19,2% da população teve acesso. Desde então o serviço só fez encolher. O telefone móvel, em compensação, se tornou onipresente. Em 2018, a estimativa da organização é de que 96% da população mundial residia em áreas com alguma cobertura de rede celular, ainda que não se conectasse.

Além disso, calcula que existam no mundo 8,16 bilhões de conexões móveis em uso, conectando pessoas ou coisas. Em usuários únicos, são 5,1 bilhões de pessoas. Calcula que até 2025, 70% da população do planeta assine algum serviço móvel.

2018 foi o ano em que o 4G se tornou mais popular do que o 2G no mundo, com 3,4 bilhões de acessos, ou 44% do total. Ainda este ano, o LTE responderá por mais da metade do total de conexões, em em 2023 atingirá o pico de uso, com 62% dos acessos.

O relatório completo pode ser baixado aqui. (Com assessoria de imprensa)

Anterior STJ diz que ecommerce não precisa estipular multa por atraso na entrega
Próximos Consulta pública de edital da 5G sai este ano e licitação deve ser feita em 2020, prevê técnico da Anatel