Cresce proporção de jovens brasileiros com smartphone


A Telefônica divulgou nesta segunda-feira (13) os resultados da pesquisa Millennials Global Survey, que busca desvendar a visão de mundo dos jovens entre 18 e 30 anos. Pelos dados do levantamento, realizado mundialmente, os brasileiros nascidos entre 1985 e final dos anos 1990 são adeptos do smartphone. Neste ano, 78% disseram ter um celular inteligente. Em 2013, eram 63%.

A pesquisa mostra que houve um aumento do uso do smartphone entre os jovens brasileiros acima da média na América Latina, onde, em 2013, 68% diziam usar este dispositivo. Hoje, também 78% usam o smartphone na região. O país fica abaixo das médias europeia (84%) e norte-americana (79%). A adoção do tablet é maior no país do que entre os jovens europeus ou da América Latina. Por aqui, 42% usam tablets. Por lá, são 40% e 37%, respectivamente. Nos Estados Unidos, 56% dos jovens usam tablets.

O jovem brasileiro conectado ainda está migrando do uso do desktop para o notebook: 69% dizem usar laptops (eram 57% em 2013), enquanto 62% ainda usa desktops (61% ano passado). Parte dos respondentes utiliza os dois tipos de aparelhos. O número é próximo ao que se vê na AL, onde 70% (62% em 2013) usa notebooks e 57% (58% há um ano) usam desktops. Nos EUA e Europa, o uso de notebooks é de 86% e 79%, enquanto o de desktops fica em 54% e 51%.

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O celular é o principal instrumento de acesso à internet: 71% usa ou já usou o aparelhos para navegar na rede, e para 42%, o celular é o principal meio de acesso à web. Os computadores de mesa ficam em segundo, com 33%. Uma vez online, os jovens usam redes sociais (58%), mensageria instantânea (45%), e e-mails (35%). Globalmente, apenas 5% dos jovens participam de fóruns, fazem cursos online, instalação de software e compras.

A pesquisa foi feita online, totalizando 6.702 entrevistas quantitativas com jovens de 18 a 30 anos, em 18 países e três regiões do mundo. A maioria da AL, incluindo o Brasil (4.201), seguida de Europa Ocidental (1.501) e EUA (1 mil). O levantamento foi feito pela Penn Schoen Berland entre 23 de junho e 4 de agosto de 2014.

Otimismo, empreendedorismo, educação
A maioria dos jovens brasileiros (61%) são otimistas quanto ao futuro do país, da mesma forma que a média dos respondentes na AL (62%), mas diferentemente do visto nos EUA (43%) e Europa (22%). Tal otimismo também se reflete no mercado de trabalho e protagonismo juvenil. No Brasil, 34% disseram que pretendem ter uma atitude empreendedora, que pode ser abrir uma empresa ou ter espaço no local onde trabalham para criar e inovar. Na AL, 30% afirmam o mesmo. Na Europa apenas 16% se dizem dispostos a ter um negócio no futuro. Nos EUA o índice é de 23%. Em agosto, a Fundação Telefônica Vivo já havia divulgado resultados de levantamento semelhante, realizado apenas entre brasileiros. Naquela ocasião, revelou-se que o Nordeste é a região com mais jovens com vontade de empreender.

O brasileiro aparece também como um jovem mais idealista, com 51% se dizendo capazes de “fazer a diferença” em âmbito local e global. Houve, porém, uma queda de 20% em relação aos que diziam o mesmo em 2013. Na AL, 48% acreditam poder fazer a diferença (eram 72% ano passado). Na Europa, apenas 25% acredita no próprio potencial de transformação social (ante 50% em 2013), enquanto nos EUA 39% têm esta crença (eram 67%).

A pesquisa identificou ainda uma contradição. Apesar do otimismo sobre o futuro, o jovem brasileiro duvida dos rumos econômicos. Para 67% dos entrevistados, a economia “está indo na direção errada”. Na América Latina, 69% falam o mesmo na AL. Nos EUA, são 54%, e na Europa Ocidental, 50%. A corrupção é apontada como principal problema no país (46%), seguido da pobreza (43%) e da desigualdade social (37%). Na AL e na Europa, a pobreza é o que mais preocupa os jovens (51% e 42%, respectivamente). Nos EUA, é a economia (38%).

O brasileiro também se mostra pessimista quando ao estado da educação no país. Aqui, 75% não estão satisfeitos. Na AL, são 57%, enquanto na Europa e nos EUA os que acham o sistema de ensino insatisfatório são minoria (41% e 39%). “Os jovens estão pedindo novas formas de ser educados. Muitos aqui dizem que aprendem coisas na internet que não aprenderiam na escola. O jovem está dizendo para o professor qual é o caminho, pedindo para trazer novos conteúdos para a escola”, analisa Gabriella Biguetti, diretora-presidente da Fundação Telefônica Vivo.

 

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