Credores liberam Oi para gastar dinheiro da venda da PT Portugal em consolidação


A concessionária fica obrigada a realizar uma proposta de recompra antecipada de debêntures assim que receber os recursos da Altice, atrelando o montante que poderá investir na consolidação à quantidade de credores interessados em se desfazer dos títulos. Também aprovaram alteração nos limites para tamanho da dívida, que não poderá ultrapassar 4,5 vezes o EBITDA.

Os debenturistas da Oi se reuniram nesta quinta-feira (12) na sede da empresa, no Rio de Janeiro, para aprovar a reorganização da companhia, resultado da venda dos ativos da PT Portugal. A assembleia contou com presença de 95% dos credores, que retificaram a venda para a Altice da operação da PT em Portugal e na Hungria.

Eles também deram sinal verde para a empresa gastar os recursos obtidos numa eventual consolidação do mercado brasileiro de telecomunicações. Caberá às Oi escolher entre quitar parte das dívidas ou comprar participação em outra operadora.

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No entanto, a concessionária fica obrigada a realizar uma proposta de recompra antecipada de debêntures assim que receber os recursos da Altice, atrelando o montante que poderá investir na consolidação à quantidade de credores interessados em se desfazer dos títulos da Oi.

Os debenturistas também ratificaram mudanças com foco na governança corporativa da empresa. Concordaram com a opção da Oi em não pagar dividendos referentes aos anos de 2014 e 2015, além do que é obrigatório pela lei das S.A.

Mas flexibilizaram a alavancagem da companhia neste ano, definindo que dívida bruta não poderá ser ser maior que 4,5 vezes o EBITDA após a transferência dos ativos da PT Portugal, nem maior que 6 vezes o EBITDA após a absorção da dívida da PT Portugal. Em 2016, o compromisso volta a ser uma dívida não maior que 4x o EBITDA.

A Oi vai receber 7,4 bilhões de euros pela operadora PT Portugal. A venda, acordada no final de 2014, foi aprovada neste ano pelos acionistas da PT SGPS, holding que já deteve 100% da operadora portuguesa. Atualmente, a PT SGPS tem 25,6% de participação na Oi.

 

 

 

 

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