Credores aprovam transferência de dívida da PT Portugal para subsidiária da Oi


(Crédito: Shutterstock Vladnik)

Os detentores de 400 milhões de euros em debêntures da PT Portugal aprovaram, em assembleia realizada ontem, em Lisboa (Portugal), a transferência da dívida para a Portugal Telecom International Finance (PTIF). A medida é necessária para que a venda da PT Portugal para a Altice seja finalizada. Com a decisão, avalizada por 95,78% dos credores, a PTIF, subsidiária da Oi, passa a ser a emitente dos títulos.

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Em outra reunião com debenturistas da Oi, realizada também ontem, no Rio de Janeiro (RJ), credores da concessionária brasileira aprovaram a venda da PT Portugal e que os valores a serem recebidos pela Oi sejam usados com pagamentos de dívidas ou para participação da Oi em um eventual processo de consolidação no mercado de telecom no Brasil. Também aceitaram a meta de alavancagem da Oi, entre 4,5 vezes e 6 vezes o EBITDA ao fim de 2015.

Portugal
Em comunicado emitido na última semana, a PT SGPS diz que tem todo o direito de receber o pagamento dos 897 milhões de euros devidos pela Rio Forte, empresa do Grupo Espírito Santo (GES), em processo falimentar. A PT argumenta que, apesar de ter entre os sócios na época do investimento o Banco Espírito Santo, e ainda hoje o Novo Banco (braço saudável do que restou do banco português), não pode ser considerada parte GES. Bancos que emprestaram ao GES e suas subsidiárias cobram nos tribunais os pagamentos, e tentam jogar a PT SGPS para o fim da fila de credores a receber sob o argumento de que a tele faz parte do grupo.

A imprensa portuguesa noticiou ainda, no fim de semana, que a Altice, compradora da PT Portugal, braço operacional da PT SGPS, já estuda a venda de parte dos ativos. A companhia francesa já teria iniciado negociações com diferentes interessados, entre as quais estariam a Ericsson e a Accenture. À venda estariam as unidades PT Sistemas de Informação e PT Inovação. Um centro de dados da empresa também estaria sendo negociado, em regime de concessão. O portal online Sapo também deve ser vendido ou passar por uma reestruturação, segundo o jornal Expresso.

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