Coronavírus: MWC 2020 está mantido. GSMA emite recomendações


A escalada da doença respiratória aguda 2019-nCoV, conhecida por novo coronavírus, levou a GSMA a emitir um comunicado reforçando que o MCWC 2020 está mantido e vai acontecer normalmente em Barcelona, no final de fevereiro. Até o momento, a doença matou 213 pessoas na China desde 31 de dezembro e contabiliza 9.720 infectados no mundo, além de 12 mil casos suspeitos, incluindo 12 no Brasil, conforme dados de agências de notícias e da Organização Mundial de Saúde.

O evento, o maior do mundo a reunir representantes do mercado de telecomunicações, está marcado para acontecer de 24 a 27 de fevereiro na capital catalã. Até o momento, não foi detectada pela GSMA, que o organiza, nenhuma redução na quantidade de pedidos de inscrição.

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A entidade afirma que todos os pavilhões na localidade principal, a Fira Gran Via, além das instalações secundárias de Fira Montjuïc e La Farga L’Hospitalet, seguirão com a agenda programada.

A epidemia de coronavírus foi classificada uma “preocupação internacional de emergência em saúde pública” pela OMS. Por este critério, o que se deve fazer no momento é aconselhar os países a seguir uma série de recomendações para mitigar riscos de transmissão e escalada da doença. Nenhuma recomendação prevê fechamento de fronteira ou cancelamento de grandes eventos, por exemplo, embora haja necessidade de coordenação entre os países.

Recomendações

Para reduzir as chances de haver propagação da doença respiratória aguda 2019-nCoV, a GSMA adotou uma série de medidas. A organização afirma que está seguindo todas as recomendações vindas da OMS, do governo da China, do governo da Espanha, além de todos os protocolos policiais e de saúde. Para o evento deste ano, haverá reforço na higienização dos locais, com envio de material extra de limpeza.

O que será feito:

  • Intensificação da limpeza e desinfecção de todos os locais em que haja muitos pontos de contato, como corrimãos, banheiros, entradas e saídas, totens com tela touch;
  • Ampliação das equipes locais de apoio médico;
  • Será feita uma campanha online e na feira de atenção ao vírus;
  • Será colocado à disposição do público materiais para higiene e esterilização;
  • Os funcionários receberão treinamento  preventivo em higiene e frequência de uso de desinfetantes;
  • Orientará expositores a limpar e desinfetar seus estandes com mais frequência, sugerindo medidas de higiene pessoal e comportamento preventivo;
  • Orientará também hoteis, rede de transporte, restaurantes e lojas sobre cuidados necessários.

OMS avisa

A GSMA também recomenda que seus participantes, tanto congressistas, quanto expositores, sigam as orientações da OMS sobre como evitar a doença.

A OMS sugere:

  • que todos lavem as mãos com mais frequência, usando água e sabão, ou recorram a soluções à base de álcool;
  • que cubram a boca com as mãos ao tossir, ou o nariz ao espirrar, com lenço, que deve ser jogado fora imediatamente, assim como as mãos devem ser lavadas na sequência;
  • evitar contato com quem tiver febre ou tosse;
  • caso a pessoa tenha febre, tosse ou dificuldade de respirar, deve procurar auxílio médico imediatamente e informar o histórico recente de viagens;
  • evitar contato com animais em mercados em áreas onde se tem conhecimento de casos da 2019-nCoV;
  • evitar o consumo de alimentos de origem animal crus ou pouco cozidos.

O órgão internacional de saúde também recomenda que se faça, nos aeroportos, a checagem da temperatura dos passageiros que vão embarcar em voos internacionais, e também em redes de transporte ferroviário, rodoviário etc. Na China, ninguém mais consegue embarcar sem antes medir a temperatura. Os suspeitos devem ser isolados até que haja confirmação de inexistência de risco.

Embora a checagem de sintomas costume ser feita na saída de um país, a OMS não descarta que seja realizada também na chegada. Ou seja, Espanha, por onde chegam a maioria dos participantes do MWC, poderá adotar medidas preventivas já no desembarque dos passageiros vindos de diferentes países, especialmente da China, onde a doença foi primeiramente identificada.

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