Controlador da Oi sugere união das teles para comprar conteúdo


Com separação das atividades da cadeia produtiva da TV por assinatura – o PLC 116 aprovado pelo Congresso estabelece que quem produz e/ou empacota não distribui, e vice-versa –, Otavio Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez, um dos sócios privados da Oi, sugeriu que as operadoras se juntem para fazer compras conjuntas de conteúdo, o que permitirá chegar a melhores preços e oferecer produtos mais baratos ao mercado.

 

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Azevedo foi um dos 11 executivos que participou do painel que discutiu a sociedade conectada, hoje, no Futurecom 2011, que se realiza em São Paulo. A tônica do painel foi centrada na necessidade de mais investimentos para atender à demanda do mercado, que tem crescimento exponencial, no desenvolvimento de aplicações que atendam às aspirações dos usuários e na preparação da sociedade para utilizar, a seu favor, as novas tecnologias.
A sugestão de Azevedo não teve grande impacto. “É uma ideia a ser avaliada”, disse Valente, lembrando que a Telefônica foi a primeira operadora a firmar acordo com a Globosat para a distribuição de conteúdo e que a relação entre as empresas é muito boa. A partir de agora, lembrou Azevedo, cria-se um grande mercado para a produção de conteúdo nacional.

Parceria público-privada

Vários painelistas destacaram que para fazer frente aos investimentos necessários para massificar a banda larga e aumentar a sua velocidade e qualidade é preciso o desenvolvimento de parcerias público-privadas. “As operadoras vêm investindo muito, em torno de R$ 20 bilhões ao ano, mas é preciso a participação com o governo nas áreas de baixa atratividade”, insistiu Jônio Foigel, presidente da Alcatel-Lucent. Amos Genish, presidente da GVT, destacou a importância da parceria público-privada na ampliação de um backbone nacional que efetivamente leve a banda larga para o interior do país, e cobrou do governo uma posição mais efetiva. E Azevedo e Valente destacaram a evolução do Plano Nacional de Banda Larga que de um plano da estatal Telebras, segundo Azevedo, hoje é um plano do governo e da iniciativa privada.

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