“Contrapartidas atendem ao interesse da sociedade”, diz controlador da Oi.


A anuência prévia dada pela Anatel à compra da Brasil Telecom pela Oi é considerada um fato histórico não só no setor de telecomunicações mas no mundo econômico do país, por Otavio Azevedo, presidente do grupo Andrade Gutierrez, um dos controladores privados da nova operadora. Em sua avaliação, a fusão vai permitir à empresa crescer …

A anuência prévia dada pela Anatel à compra da Brasil Telecom pela Oi é considerada um fato histórico não só no setor de telecomunicações mas no mundo econômico do país, por Otavio Azevedo, presidente do grupo Andrade Gutierrez, um dos controladores privados da nova operadora. Em sua avaliação, a fusão vai permitir à empresa crescer de forma mais forte e competitiva. Ele não tem dúvidas de que a fusão vai contribuir para aumentar a competição no país, seja em mercados como o de São Paulo — “a Oi já mostrou sua agressividade ao conquistar 2 milhões de clientes de celular em 45 dias de atuação em São Paulo” –, seja na própria região da Brasil Telecom.

Em relação às contrapartidas exigidas pela Anatel para conceder a anuência prévia ao negócio, de R$ 5,8 bilhões (somente para a compra do bloco de controle), Azevedo preferiu não fazer uma avaliação detalhada. Comentou apenas que, embora essas exigências não estejam previstas em regulamentos da própria Anatel, elas são um anseio da sociedade. “E como tal têm que ser atendidas”. Entre as contrapartidas, estão a extensão de infra-estrutura de fibra óptica para 300 municípios, a garantia do menor preço praticado no estado, investimento em pesquisa e desenvolvimento, utilização do poder de compra da operadora para fomento da tecnologia nacional, redução do preço praticado de internet discada no interior até a chegada da banda larga, atendimento aos postos de fronteira do Exército, fomento ao conteúdo nacional, entre outros.

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Quanto ao processo de fusão das duas operadoras, Azevedo diz que as primeiras medidas, como convocação de assembléia para definir a nova direção, serão adotadas já em janeiro, tão logo seja feito o pagamento das parcelas previstas aos acionistas da Brasil Telecom. “Mas tudo será feito com muita cautela e responsabilidade”, disse ele.

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