Consumo menor das classes C e D impactou resultado da Claro


O momento econômico brasileiro se refletiu no mercado de serviços pré-pagos de telefonia móvel e deixou o consumidor das classes C e D mais cautelosos. Esses foram os principais motivos que, juntamente com a desvalorização do Real frente ao Dólar, impactaram negativamente o balanço da Claro no terceiro trimestre, segundo o CEO do grupo América Móvil, Daniel Hajj. O grpo é o controlador da Claro.

“No Brasil temos uma desaceleração da economia, cujo maior impacto se vê sobre a base de usuários pré-pagos. Tivemos cancelamentos na TV paga por satélite. As classes C e D estão consumindo menos, sendo mais cautelosos com o que compram. Isso aumentou também a inadimplência”, falou o executivo, durante conferência com analistas sobre os resultados do terceiro trimestre deste ano.

Para sanear a situação, Hajj afirma que a companhia está analisando com mais cuidado a adesão de novos usuário, escolhendo a dedo para que os novos contratos sejam fechados com clientes rentáveis. “Estamos sendo mais cuidados com os subsídios na TV por satélite e a usuários pré-pagos”, afirmou. Ele ressaltou que, apesar do momento de crise, a integração entre Claro, Embratel e Net “vai bem” e deve mostrar mais resultados positivos em 2016, quanto à redução dos custos  integração da infraestrutura. “Então, estamos bem posicionados no momento, mesmo sem a economia se mostrar muito promissora em 2016“, procurou tranquilizar.

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Redução do Capex
Hajj observou que o grupo vem renegociado valores com fornecedores, especialmente no Brasil, onde o Capex é contabilizado na moeda local, e não em dólar – isso acaba por encarecer o investimento em equipamentos não fabricados no país. “Investimos bem nos últimos quatro ou cinco anos. Acho que estamos preparados para suportar, momentaneamente, uma redução do Capex no Brasil para o próximo ano”, falou. O executivo falou que, para o próximo ano, espera um Capex menor no país, mas não precisou o quanto.

Perguntado sobre um possível processo de consolidação do setor no Brasil, que inclua a América Móvil, Hajj se limitou a dizer que a empresa está “bem posicionada” no país e “aberta a qualquer coisa”.

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