Concessão de telefonia ficará insustentável em cinco anos, diz Oi


A concessão de telefonia fixa não aguentará até o ano de 2025, quando terminam os atuais contratos. Já no próximo quinquênio, ela será deficitária, afirmou hoje o diretor de regulamentação da Oi, Carlos Eduardo Monteiro. Segundo ele, as receitas da concessão são, em grande parte, decrescentes, enquanto as despesas ou são estáveis ou são crescentes. “A conta não fecha e a concessão ficará insustentável nos próximos cinco anos”, afirmou ele, durante o 42 Encontro Tele.Síntese.

Para o executivo, a atual planta de orelhões  – com quase um milhão de aparelhos ainda em serviço – é o grande exemplo do desperdício de recursos públicos, pois eles precisam ser mantidos, mas não têm mais quase que qualquer utilidade. “Todos os orelhões não faturam R$ 20 milhões por ano”, afirmou. Para a Oi, o ideal seria que a agência promovesse uma desoneração da concessão e criasse um mecanismo intermediário para a nova modelagem do serviço de telecomunicações.

Monteiro entende que a proposta de criação de uma autorização onerosa (defendida pelo conselheiro Rodrigo Zerbone) pode trazer mais prejuízos do que a manutenção da concessão, visto que pelo menos na concessão a empresa tem alguns direitos que deixariam de existir na autorização onerosa.

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