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Concessão de crédito recua 9,5% em fevereiro, diz BC

A queda dos empréstimos às empresas foi de 8,1% e às famílias, de 10,5% em relação a janeiro deste ano.
Concessão de crédito cai em fevereiro. Crédito-Freepik
Empréstimos às famílias caíram mais. Crédito-freepik

A concessão de crédito para empresas e famílias recuou 9,5% em fevereiro, em relação a janeiro, informou hoje, 29, o BC, em seu relatório sobre ” Estatísticas Monetárias e de Crédito”.  Os empréstimos fechados para os as empresas caíram 8,1% e somaram R$ 178,2 bilhões. Já os financiamentos para as pessoas físicas alcançaram R$ 243,7 bilhões, queda de 10,5% em relação ao mês imediatamente anterior.

Os juros também aumentaram nas operações de crédito livre, informa o documento do Banco Central. Foi identificado um aumento de 0,7% em relação a janeiro, passando para 44,2%. O crédito livre é aquele em que as condições do financiamento são livremente negociadas entre o banco e o tomador do empréstimo.

Já os juros dos créditos de recursos direcionados (aqueles que têm a regulação do governo) recuaram 8,6% no período.

Endividamento

O endividamento das famílias caiu, no mês de janeiro, 0,2 p.p, alcançando 48,8%. Esse desempenho indica que o comprometimento da renda familiar caiu 1% ao longo de 12 meses. Mas a inadimplência da carteira de crédito aumentou no mês de fevereiro, atingindo 3,3%, acréscimo de 0,1 p.p.

Operações Sistema Financeiro (SFN)

O volume de crédito do SFN alcançou R$5,3 trilhões em fevereiro, retração de 0,1% no mês. O volume de crédito para o segmento empresarial diminuiu 0,7% no mês, para R$2,1 trilhões, enquanto para o segmento de pessoas físicas houve incremento mensal de 0,4%, somando R$3,2 trilhões. Na comparação interanual, o volume do crédito total cresceu 12,6% em fevereiro, ante 13,8% no mês anterior. Por segmento, considerando a mesma base de comparação, tanto o crédito para as pessoas jurídicas quanto para as pessoas físicas desaceleraram em fevereiro, para 5,9% (8,0% em janeiro) e 17,4% (17,9% em janeiro), respectivamente.

Já quanto à concessão de crédito ampliado (que inclui empréstimos externos e mercado de capitais) o saldo  alcançou R$14,9 trilhões (147,5% do PIB), crescendo 0,9% em fevereiro, devido principalmente à alta dos títulos de dívida pública, 1,4%, bem como à elevação dos empréstimos externos, 2,3%, impactada pela depreciação cambial de 2,1%. Na comparação interanual, o crédito ampliado cresceu 9,0%, prevalecendo as elevações da carteira de empréstimos do SFN, 12,8%, dos títulos de dívida privados, 36,7%, e dos empréstimos externos, 8,3%.

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