Comunicado detalha passo a passo da fusão Oi-PT


A Oi divulgou ontem (25) à noite fato relevante ao mercado, com o passo a passo da proposta de fusão da operadora brasileira com a Portugal Telecom. O comunicado reitera que a operação só será concretizada se todas as etapas propostas foram cumpridas e se, ao final do processo, os sócios da Portugal Telecom, que deixará de existir, ficarem com uma participação igual ou superior a 36,6% do capital da holding CorpCo (nome fantasia). Também os sócios brasileiros Andrade Gutierrez e La Fonte só celebrarão o acordo se a participação dos sócios da PT não ultrapassar os 39,6% do capital.

O comunicado detalha a operação, que envolve o saneamento da Telpart, hoje controladora da Oi. Para isso, “a Telpart emitirá e a LF e a AG subscreverão, na proporção de 50% cada uma, debêntures conversíveis em ações de emissão da Telpart para liquidação da totalidade do endividamento da Telpart, incluindo o endividamento contratado junto ao BNDES”.

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Dinheiro da PT
 

Segundo fontes ligadas aos controladores da Oi, a emissão de debêntures conversíveis da AG/LF permutáveis por ações preferenciais da Oi detidas pelos dois grupos e a emissão de debêntures pela Telpart para liquidação do endividamento passa pela injeção de R$ 4,4 bilhões por parte da PT para realizar a operação. Ou seja, ela pagará a dívida de todos os sócios (incluindo a parte que cabe a ela), para sanear ao Telpart que ao final do processo deixará de existir. Assim, ao final da operação, os sócios da PT, que hoje detêm 25%, no agregado, do bloco de controle, ampliarão sua fatia para 36,6% ou até 39,6%.
 

O aumento de capital da Oi se dará através da incorporação dos ativos da PT (e também de suas dívidas), em valor estimado entre R$ 5,8 bilhões e R$ 6,4 bilhões, e do lançamento de ações, por um consórcio de bancos, para a captação de R$ 7 bilhões. Outros R$ 2 bilhões serão aportados por um fundo a ser constituído pelo BTG Pactual e pelos grupos Andrade Gutierrez e La Fonte. É quase certo que os fundos de pensão que participam do capital da Oi (Previ, Petros e Funcef) também participarão desse aporte, ao lado do BNDES. Ao final da operação, o controle da Oi serão diluído, haverá apenas uma classe de ações e a empresa participará do Novo Mercado da Bovespa, com ações listadas nas bolsas de São Paulo, Nova York e Lisboa. (Da Redação)
 

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