Compartilhamento de espectro nas áreas rurais com 900 MHz?


O compartilhamento de espectro não deve se restringir às obrigações do leilão, mas à prestação de todos os serviços, defendeu hoje o CTO da TIM, Leonardo Capdeville. A operadora, defende o executivo, quer poder oferecer a sua faixa de 900 MHz para que outras empresas possam usá-la e trocar outras faixas com as demais operadoras que têm frequência de 850 MHz, para, por exemplo, prestar o serviço na área rural. “Não queremos diminuir obrigações, mas compartilhar espectro”, afirmou.

Segundo ele, não deve haver muitos problemas regulatórios para este compartilhamento, pois a Anatel já autorizou o compartilhamento em outra banda, mas em todo o Brasil.  Citou o acordo Telefônica Vivo com a Nextel, onde a empresa de trunking usa a rede – e a frequência – da espanhola.

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O executivo explicou ainda que o acordo de ran sharing com a Oi está atualmente limitado às obrigações do edital de 4G em 2,5 GHz, mas poderá ser ampliado ou expandido para outras empresas. Para o executivo, a aprovação da Lei das Antenas é imperativo para a melhoria da qualidade dos serviços de celular no Brasil. “Só estão instalados 14 mil sites no Brasil, o que significa que são 10 mil usuários por antena, enquanto no Japão são 400 e nos Estados Unidos, mil”, completou.

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