Comissão Europeia exige do Google mais medidas antitruste


A Comissão Europeia (CE) recusou a terceira proposta feita pelo Google para se adequar ao mercado europeu e evitar sanções antitruste. Com a medida, a CE reabriu, também, as investigações sobre práticas anticompetitivas por parte da empresa americana de buscas. E pode abrir, ainda, uma investigação sobre abuso no Android.

Já faz quatro anos que Google e CE trocam propostas na tentativa de se chegar a um acordo. Na terceira e mais recente, o Google propôs, entre outras coisas, exibir  nas páginas de seus resultados anúncios de serviços concorrentes. A Comissão acha pouco e quer garantias de que a empresa não use seu alto market share em buscas para induzir o consumo de novos produtos próprios.

“O caso não é sobre a predominância do Google nas buscas. É sobre um possível abuso desta dominância para excluir competidores dos mercados em que o Google enfrenta concorrência de grandes ou pequenos rivais”, disse Joaquín Almunia, o vice-presidente da CE para políticas de competição. Almunia está de saída da CE. Deixará de comandar o departamento antitruste em outubro. E acredita que não conseguirá terminar o processo até lá. Ainda assim, espera que o bloco e a companhia cheguem a divisor comum.

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A CE também quer entender se o Google utiliza conteúdo de outras plataformas sem autorização e destrinchar cláusulas abusivas das plataformas próprias de publicidade AdWords e AdSense. “Recebemos dados e reclamações sólidos sobre a efetividade das medidas contidas na última proposta. Agora precisamos que o Google traga soluções para melhorar sua proposta”, disse Almunia em um encontro sobre políticas antitruste realizado hoje (10) em Washington, nos Estados Unidos.

Em carta publicada no Financial Times, o CEO do Google, Eric Schmidt, nega que o Google promova os próprios serviços em seus resultados de busca. “Exibimos resultados que atendam a demanda do usuário (…) Tentamos mostrar links para páginas em que o usuário pode, de fato, compra coisas. Isso é mais relevante do que exibir links para resultados de busca de outra ferramenta de busca, em que o usuário terá de refazer o processo”, defende.

Segundo ele, dependendo das medidas exigidas, “os europeus poderiam ser privados das inovações que o Google introduziu”. Schmidt diz ainda que investigações sobre o Google em torno das alegações de concorrentes acontecem há pelo menos sete anos na Europa e nos Estados Unidos. “Até hoje, nenhum regulador impediu que o Google desse às pessoas respostas diretas às suas perguntas pela simples razão de que isso é melhor para os usuários”, conclui. No Brasil, a empresa também passa por escrutínio dos reguladores(Com agências internacionais)

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