Comissão do Senado confirma sabatina de Emília amanhã


A sabatina de Emília Ribeiro, indicada pelo governo para o conselho diretor da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), foi confirmada para amanhã na Comissão de Infra-estrutura do Senado. Se dependesse da base aliada do governo, a matéria seria adiada. A dificuldade de quórum e a resistência ao nome da candidata, explicitada na reunião da semana …

A sabatina de Emília Ribeiro, indicada pelo governo para o conselho diretor da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), foi confirmada para amanhã na Comissão de Infra-estrutura do Senado. Se dependesse da base aliada do governo, a matéria seria adiada. A dificuldade de quórum e a resistência ao nome da candidata, explicitada na reunião da semana passada, quando o relator da matéria, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) questionou a capacitação dela ao cargo, são os principais temores da situação.

Soma-se a essas dificuldades, o pedido de vista da matéria, liderado pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que já se manifestou contra a indicação. Segundo sua assessoria, Torres entregará hoje à comissão voto em separado, defendendo a rejeição do nome da Emília Ribeiro para a vaga. O senador da oposição deverá repetir os mesmos argumentos de Sérgio Guerra, de falta de capacitação, e deve acrescentar outros, adiantou a assessoria do senador.

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O presidente da comissão, senador Marconi Perillo (PSDB-GO) liberou a pauta da reunião de amanhã agora a tarde e mandou incluir a matéria. Além do voto em separado do senador Demóstenes Torres, é esperada uma manifestação favorável à candidata do senador Wellington Salgado (PMDB-MG), que também pediu vista da matéria. A reunião está prevista para as 14h.

O PT, que tem quatro vagas na comissão, votará pela aprovação do nome, mas não irá trabalhar em favor da candidata, que foi indicada pelo PMDB. O partido atribui toda a reação da oposição contra o nome da Emília a uma disputa política e acha que é o PMDB – partido que tem a maioria das vagas na comissão – quem deve garantir a aprovação da matéria.

O pano de fundo de toda essa questão, confirmado por mais de uma fonte, é a aprovação da revisão do PGO (Plano Geral de Outorgas), que está em exame na Anatel e que permitirá a fusão da Brasil Telecom com a Oi. O negócio, que conta com o apoio do governo, é rechaçado por parte da oposição.

Há ainda a preocupação da base aliada de que, aprovada na comissão, a indicação sofra dificuldades  no plenário do Senado, onde terá que ser confirmada.

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