Com leilão perto, operadoras testam e demostram o 5G em 3,5 GHz


TIM fará experimentos em Itajubá (MG) e vai demonstrar a tecnologia a Bolsonaro, com link no Palácio do Planalto. A Vivo estuda no Rio e em São Paulo como a rede se comporta na transição entre 4G e 5G. Claro vai mostrar uso outdoor com radiação restrita no final de semana, em Goiânia. [Atualizado]

As operadoras móveis brasileiras estão experimentando como podem aplicações da 5G no espectro de 3,5 GHz. Essa frequência é a menina dos olhos do setor por trazer a maior faixa contínua de MHz disponíveis para uso da tecnologia, o que garantirá maior velocidade no tráfego de dados.

A TIM já vinha testando a conectividade em laboratório, juntamente com a Huawei, no Rio de Janeiro – onde obteve taxa de transmissão de 1,8 Gbps. Mas a empresa não vai parar aí. Os executivos da tele quem demonstrar o uso da faixa de 3,5 GHz à Presidência da República já nos próximos dias.

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A tele quer realizar um evento no próximo dia 5 de maio, em que será feita essa conexão. Mas a autorização da Anatel para usar a faixa em demonstração no Palácio do Planalto tem validade até o final de junho.

Será a segunda demonstração do tipo envolvendo Bolsonaro. Neste mês, Nokia e Vivo orquestraram uma chamada entre o ministro das Comunicações, Fábio Faria, e o presidente da República.

Demonstrações e estudos

Além da TIM, Vivo e Claro receberam aval da Anatel nesta semana para realizarem testes de abril a maio usando 100 MHz da faixa de 3,5 GHz.

A Vivo recebeu autorização para testar o 5G usando 100 MHz na subfaixa de 3,45 GHz, entre 31 de março e 29 de maio. O teste será feito para avaliar equipamentos de acesso móvel, aferição de taxas de pico (download e upload) e testes de handover – transição do terminal 4G para 5G e vice-versa, e acontece em laboratório na sede da empresa no Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca.

Além disso, desde 2018, a empresa já realizou testes com mais de 50 sites no Rio de Janeiro e 50 sites em São Paulo para avaliar a 5G em 3,5 GHz, explica a companhia, em nota ao Tele.Síntese: “A Vivo, com o objetivo de testar e avaliar o desempenho da tecnologia 5G, dispõe de 100 sites com 100MHz de banda na frequência de 3,5GHz, que estão implantados com diversos fornecedores, em caráter experimental, nas cidades de São Paulo (50 sites) e do Rio de Janeiro (50 sites)”.

No caso da Claro, a empresa vai cobrir o autódromo Ayrton Senna de Goiânia (GO), de 20 de abril a 20 de maio, pelo menos. Para isso vai utilizar 100 MHz na subfaixa de 3,45 GHz para fazer a cobertura outdoor, mas com radiação restrita. Vai usar uma estação radiobase e demonstrar a conectividade em terminais da Motorola com chips Qualcomm. A ERB será da Huawei. A ideia é exibir a alta velocidade alcançada pela 5G. Neste final de semana, dia 25, acontece no local competição automobilística de Stock Car, patrocinado pelas duas empresas.

Outras frequências

Testes das empresas com espectro são comuns, vale destacar. Elas pedem rotineiramente autorizações temporárias para demonstrar a tecnologia em eventos ou mesmo esclarecer pontos finais de dúvidas técnicas a fim de traçar seus planos de investimento. O Tele.Síntese apurou que, embora haja vários pedidos para uso temporário das frequências do leilão, em 2020 a corrida foi mais intensa.

Ainda assim, as teles continuam a avaliar o insumo que pretendem adquirir. A TIM afirmou em março que pretende comprar um lote da faixa de 26 GHz no certame. Hoje, 22, a empresa recebeu aval da Anatel para testar as ondas milimétricas que vão de 26,5 GHz a 27,5 GHz e a faixa de 3,45 GHz a 3,55 GHz para “fins científicos experimentais”. Esse tipo de licença temporária tem validade de até dois anos. Os experimentos serão conduzidos em Itajubá (MG), com equipamentos Ericsson.

[Atualizado com posicionamento da Vivo :as 18h30]

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