Com apoio da Anatel, operação da Polícia Civil combate furtos de equipamentos de telecom


A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) forneceu apoio técnico à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) para desarticular um grupo criminoso acusado de furto de equipamentos de telecomunicações de grandes empresas para repasse dos aparelhos a provedores irregulares de banda larga fixa.

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A operação foi realizada entre 25 e 28 de outubro no Distrito Federal, nas regiões da Estrutural, Saan, Vicente Pires e Ceilândia; em Goiás, nas cidades de Goiânia, Goiatuba, Acreúna, Inhumas, São Francisco, Mara Rosa, Porangatu, Santa Tereza e Trindade; e em Tocantins, na cidade de Palmeirópolis.

O furto de equipamentos de telecomunicações pode interromper por horas o fornecimento do serviço de banda larga fixa aos consumidores das empresas afetadas. Em cidades menores e mais distantes, o reestabelecimento pleno do serviço pode demorar até 24 horas.

Segundo o gerente da Anatel Distrito Federal, Manuel de Araújo, “a Agência tem ampliado o diálogo com órgãos de segurança pública para coibir o comércio ilegal de aparelhos de telecomunicações empresariais para fornecimento de banda larga a consumidores”.

A Anatel, cabe registrar, tem incentivado a adoção de protocolos de segurança robustos pelas empresas para uma melhor prevenção a furtos de equipamentos e consequentes interrupções nas redes de telecomunicações.

Em nota, a PCDF afirmou ter solicitado a presença de representantes das operadoras e da Anatel dada a impossibilidade técnica de os policiais verificarem, in loco, a procedência dos equipamentos, o que poderia causar a interrupção de serviços para clientes das regiões onde ocorreu a ação de fiscalização.

O caso

A operação foi deflagrada no dia 25 para cumprimento de 32 mandados de busca e apreensão, nos estados de Goiás, Tocantins e DF, e permanece em andamento em fase de conclusão.

A investigação da Polícia Civil do DF identificou que uma revenda de produtos de telecomunicações recorria a intermediários para contratar pessoas que fariam o furto dos equipamentos. A empresa, comandada por pai e filho, mantinha um laboratório na cidade de Inhumas, exclusivamente para armazenar, adulterar, formatar, reprogramar e etiquetar os equipamentos receptados.

O pai buscava diretamente os equipamentos furtados com outros membros da organização criminosa. Seu filho conversava diretamente com os executores do furto, mas não os encontrava pessoalmente. Sempre designava um funcionário para isso. Ele também mantinha contato com grupos de WhatsApp, Facebook e Instagram que tratavam sobre a comercialização de equipamentos oriundos de crime em todo país.

Já os executores dos furtos ou levavam os equipamentos diretamente para Inhumas, ou próprio proprietário da empresa investigada.

De posse dos equipamentos adulterados, inclusive com etiqueta e patrimônio da empresa lesada, seus proprietários os distribuíam nas lojas filiais da família. A empresa tinha inclusive planos de expansão já elaborados, com meta de conquistar mais 45 mil clientes até o próximo ano.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas seguintes cidades:

  • Norte de Goiás – Mara Rosa, dois mandados, Santa Tereza de Goiás, Porangatu e Alto Horizonte, e ainda a cidade de Palmeirópolis no estado do Tocantins
  • Centro e Sul de Goiás – Inhumas, onde fica localizado a sede da empresa e onde foi encontrado grande parte dos equipamentos apreendidos, Goiatuba, Porangatu, Acreuna, Trindade, dois mandados, Itauçu e Petrolina de Goiás

Em todas as lojas da empresa foram localizados equipamentos de origem ilícita, com exceção de Palmeiropolis/TO, onde os equipamentos furtados foram apreendidos nas delegacias da área.

Grande parte dos equipamentos localizados nas filiais da empresa já foram restituídos para as respectivas donas de direito. Nem a PCDF, nem a Anatel, estimam o valor dos bens recuperados.

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