Com ações de suas empresas em queda, Slim ataca nova lei de telecom mexicana


O bilionário Carlos Slim decidiu este semana deixar o seu tradicional silêncio e bater firme na nova legislação enviada pelo governo do presidente Enrique Peña Nieto ao Congresso mexicano esta semana. Ontem, o dono da América Móvil (que controla no Brasil a Embratel, Claro e NET)  atacou a nova proposta do governo, acusando-a de “confiscatória”.

Desde que foi anunciada a nova proposta, como complemento à reforma constitucional de telecomunicações promovida no ano passado, as ações das operadoras de Slim no México já caíram quase 10% e diferentes bancos de avaliação de risco estão rebaixando os créditos das ações. 

O projeto é bem duro contra as empresas com poder de mercado, já identificadas: a Telmex (com 80% do mercado de telefonia fixa) e a Telcel (com 70%), ambas controladas por Slim. E no setor de radiodifusão, a Televisa.

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As principais reclamações do empresário são contra a regra de interconexão, que obriga a suas empresas a ceder a rede gratuitamente para as outras empresas, e a falta de abertura do mercado de TV paga, que, segundo o empresário, continuará a ser dominada pela Televisa, do empresário Emilio Azcárraga.

O projeto obriga ao operador dominante a solicitar autorização previa da nova agência reguladora – a IFT, Instituto Federal de Telecomunicações – para planos tarifários, interconexão e compartilhamento de infraestrutura. E estabelece multas de até 5% sobre o faturamento para diferentes itens de qualidade (parece que a Anatel está fazendo escola.) ( Com agências internacionais). 

Mas o projeto permite o gerenciamento da rede, sendo contrário à neutralidade.

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