Cliente V.tal pagará mensalidade por casa ativada


Operadora de infraestrutura, antiga Infraco da Oi vai oferecer também serviços de conexão de estações móveis, de pontos de presença e seus executivos pretendem fazer dela a rede nacional de transporte que dará base ao 5G no país.

A V.tal, antiga Infraco, vai cobrar de ISPs e outras operadoras que utilizarem seus serviços de rede neutra de acesso uma taxa fixa por residência ou comércio conectado com fibra óptica. O valor dessa taxa não foi revelado no evento de lançamento da marca na manhã de hoje, 5.

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Segundo o chief commercial officer (CCO) da empresa, Pedro Arakawa, essa mensalidade terá duas modalidades. Uma levando em conta que a contratante se responsabiliza pela instalação e manutenção dos aparelhos nas casas dos clientes – modalidade batizada de FTTP (fibra até o poste) por não contar com o cabo drop ou ONT providos pela V.tal. E outra considerando a instalação completa do serviço FTTH, inclusive a ligação do domicílio ao poste em implantação do modem dentro da residência.

Serviços

Mas Arakawa ressaltou que o plano de negócio da empresa não se sustentará unicamente nas ofertas de rede neutra FTTH e FTTP. A V.tal terá também o braço de atacado herdado da Oi. Assim, venderá serviços “FTT Cidade”, em que a há comercialização dos enlaces de dados via fibra óptica entre PoPs de operadoras e provedores de internet. Ou seja, expansão de backbone e da cobertura do contratante.

Outra plataforma comercial será a FTT Torre, em que a empresa promete fazer a conexão com fibra das estações radiobase de operadoras móveis até seus pontos de presença. Arakawa espera fazer da V.tal uma empresa impulsionadora do 5G no país, fornecendo a rede fixa que vai escoar os dados das redes móveis de alta capacidade.

Da mesma forma, venderá a solução FFT ISP, para ampliar a capacidade de rede de provedores regionais de internet, contratação de fibra apagada, entre outros.

Números de peso

A V.tal terá sede em São Paulo. Inclusive, o estado é um dos mercados que não era atendido pela Oi e agora será graças à parceria com a V.tal. A rede óptica recebida da Oi tem 400 mil km de extensão e passa por 2,3 mil cidades. Em 60% das cidades, a rede tem redundância.

A empresa recebeu os 12 milhões de casas passadas com fibra que eram da Oi. Dessas casas, 2,5 milhões já são conectadas – estão na carteira da Oi. Além disso, a V.tal tem cerca de 260 contratos de atacado e rede neutra, também transferidos em razão do spinoff.

A meta é, seguindo planejamento feito com a Oi, sua cliente âncora neste primeiro momento, alcançar 32 milhões de casas passadas até 2025. A Oi terá exclusividade para vender serviços às casas passadas por um período “curto”, segundo o CEO da companhia, Rodrigo Abreu. Para chegar à meta, a V.tal investirá ao menos R$ 30 bilhões.

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