Claro vê risco de temas urgentes do setor ficarem de lado neste ano eleitoral


Claro vê risco de temas urgentes do setor ficarem de lado neste ano eleitoral
Crédito: Freepik

As expectativas da Claro para o setor de telecomunicações neste ano eleitoral são baixas. A previsão na empresa é que temas urgentes devem ficar de escanteio, uma vez que a classe política estará concentrada na disputa pela presidência e pelos governos estaduais.

“Não tenho muita esperança de que no ano de eleições e de Copa do Mundo a gente consiga fazer algumas coisas que sejam focadas na área. Não tenho muitas esperançadas de que a ‘coisa’ vai andar”, desabafou Fábio Andrade, vice-presidente de relações institucionais da Claro.

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Ele falou durante o primeiro dia do Seminário Políticas de (Tele) Comunicações, realizado pelo site Teletime em parceria com o Centro de Políticas, Direito, Economia e Tecnologias das Comunicações (CCOM/UnB).

Andrade disse que a implantação do 5G dará um certo alento, porque as  empresas estão fazendo grandes investimentos no 5G. Um projeto que, a seu ver, pode andar no Congresso, é o PL 239/2007. O texto trata de roubos e furtos de sinal de TV por assinatura e de conteúdo audiovisual.

Política

Participaram ainda do debate, o ex-secretário executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Julio Semeghini e o ex-ministro Ricardo Berzoini.

Semeghini cobrou pressa para regulamentação da Lei das Antenas e da nova lei do Fust para que as escolas tenham mais conectividade.

“Temos que regulamentar tudo aquilo que existe. Esse é o nosso maior desafio. Temos que parar de criar confusão e agilizar essas questões”, cobrou.

Já Berzoini, que foi ministro das Comunicações do governo Dilma Rousseff, defendeu pautas que devem aparecer na campanha do partido neste ano. No caso, que o acesso à internet deve ser considerado um direito fundamental e que seja criada uma “grande estratégia de desenvolvimento econômico e tecnológico”, para gerar empregos a partir do fortalecimento das telecomunicações.

Por fim, apontou a regulação dos meios de comunicação segue no radar do partido. A seu ver, “no sentido amplo – [a regulação] assegura mais democracia, mais liberdade de expressão aos brasileiros”.

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