Claro aposta em Box TV para ampliar base de clientes de conteúdo


Caixinha da operadora traz experiência integrada entre canais lineares de TV paga e aplicativos de streaming. Funciona em qualquer rede de banda larga fixa, inclusive em cidades onde a operadora não vende serviços de acesso à internet

Box TV diante de televisor
Imagem: reprodução do site da Claro

A Claro lança hoje, 28, oficialmente um novo produtos para levar conteúdo televisivo a qualquer pessoa com internet fixa em casa. O TV Box passava por fase de testes no segundo semestre de 2020, e passa agora a ser comercializado por R$ 20 a mensalidade. O preço confere acesso ao catálogo de vídeo sob demanda do Now, ao do Claro Video, outro app de conteúdo sob demanda, e ao Claro Música.

O lançamento tem razão de ser. Com a caixinha, a Claro dispensa necessidade de técnicos para instalarem TV paga. E passa a oferecer um sistema que permite a assinatura de canais fechados em qualquer lugar do Brasil, inclusive por pessoas que não são atendidas pela infraestrutura fixa de TV e banda larga da companhia.

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“A gente vê potencial de vender para todo mundo que tem uma conexão banda larga. Quem já é cliente de TV por assinatura da Claro, segue funcionando sem mudanças. O box vem para complementar isso, para adicionar o autosserviço”, explica Márcio Carvalho, diretor de marketing da companhia.

Internet de 10 Mbps

O Claro TV é um produto autosserviço, como explicou o executivo. Ou seja, o cliente compra a caixinha e instala por conta própria. Para funcionar, é preciso ligá-la à tomada e à TV. A imagem tem resolução 4K. O conteúdo é todo recebido via internet, por WiFi, por isso é importante que o acesso seja de pelo menos 10 Mbps.

O produto vai entrar em competição com set top boxes similares, como Apple TV, Fire TV (da Amazon), Chromecast (Google) e Roku Express. Mas tem um grande diferencial: a integração dos conteúdos com a TV linear. Carvalho explica que a experiência de uso prevê o acesso a séries ou filmes de diferentes aplicativos a partir da tela inicial.

Essa integração, diz, funciona melhor em um hardware dedicado, como é o caso. Em um app para smartvs não foi possível, por enquanto, a mesma resposta. Quem já usou o app da Directv Go, por exemplo, deve ter percebido que não há o conceito de zapping entre canais. É preciso selecionar um a um e esperar a conexão ser estabelecida para assistir. No caso do Box TV, a Claro diz que isso não acontece.

“A aposta está na experiência, no zapping, em acessar programação linear e os aplicativos pelo controle rapidamente. No app é mais difícil acontecer isso e a operadora tem um papel diminuído nessa experiência. A gente consegue ter uma proposta de valor mais interessante do que simplesmente colocar o app numa smartv”, acrescenta o executivo.

A plataforma também armazena a programação nos últimos 7 dias, permite ao cliente programar uma gravação

Isso não significa, no entanto, que a Claro não vê oportunidade em apps para TVs inteligentes. A empresa tem o Now. E, conforme o diretor de marketing da empresa, a resposta dos clientes e demanda por acesso dos conteúdos em outros dispositivos vai definir o lançamento de um plano similar ao Box TV apenas via app.

Adicionais

O plano básico de R$ 20 é apenas uma amostra. A empresa acredita que os clientes vão acrescentar, e retirar, conteúdos rotineiramente. Por isso, o TV Box já surge com seis pacotes de conteúdos. Entre os quais, Netflix, Big Brother Brasil, Telecine, Conmebol, canais lineares de TV paga, pacote Premiére de futebol, Starzplay, Paramount Plus, HBO.

Cada novo item tem um preço para ser adicionado à assinatura mensal. A Netflix contratada via TV Box custa R$ 21,90, enquanto o Premiére sai por R$ 79,90. O plano de canais de TV traz 140 canais ao custo de R$ 59,90.

A caixinha também traz conteúdo ao vido da TV aberta local de Band, TV Cultura. O sinal da TV Globo existe, por enquanto, nas cidades de São Paulo, Barueri, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Embu das Artes, Guarulhos, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jandira, Mauá, Osasco, Santana de Parnaíba, Santo André, São Bernardo, São Caetano do Sul, Taboão da Serra, Vargem Grande Paulista, Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, São Gonçalo e São João do Meriti.

Em Brasília, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Belém, Campo Grande, Cuiabá, Goiânia, Guarujá, João Pessoa, Maceió, Manaus, Novo Hamburgo – Cabo, Palmas, Paulínia, Porto Velho, Recife, São Jose, Vitoria, Campinas e Santos, não há sinal da Globo. Segundo executivos da empresa, todo o Brasil terá no futuro o conteúdo ao vivo da TV aberta.

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