Operadoras na China ultrapassam 250,5 milhões de usuários 5G


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A China Mobile e a China Telecom fecharam 2020 com 251,5 milhões de usuários da rede 5G. O número é maior do que a população brasileira, estimada em 211,8 milhões pelo IBGE, e representa aproximadamente 18% dos habitantes chineses. Com isso, as operadoras alcançaram níveis  de penetração por 100 habitantes  a 17,5% e a 24,6%, respectivamente.

A primeira adicionou 17,6 milhões de clientes a seu plano 5G apenas em dezembro de 2020, alcançando 165 milhões de usuários na tecnologia. Ainda assim, sua base geral de assinantes caiu 8,2 milhões no período, indo para 941,9 milhões.

Já a China Telecom cresceu em sete milhões de usuários 5G, finalizando o ano com 86,5 milhões. Essa operadora tem aumentado 4,6% a base de clientes a cada ano e, em 2020  chegou a 351 milhões.

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Outra grande operadora do país, a China Unicom, perdeu 12,7 milhões de usuários e, agora, possui um total de 305,8 milhões. A Unicom ainda não divulgou os números referentes ao 5G.

As operadoras chinesas lançaram o serviço 5G no fim de outubro de 2019 e até o fim de 2020 já haviam entregado 800 mil estações radiobase. Para este ano, elas planejam adicionar outros 600 mil sites. Os dados de usuários 5G, no entanto, entram em conflito com o número de pessoas com dispositivos móveis compatíveis com a quinta geração. Segundo a Academia de Informação e Comunicações da China, remessas de smartphones 5G constituíram pouco menos de 163 milhões de unidades em 2020.

Chinesas pedem para retornar a NYSE

No cenário em que apresentam a expansão do 5G, as operadoras chinesas solicitaram à Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) que revisse sua decisão de  proibir a comercialização títulos e ações. O pedido foi motivado pela saída de Donald Trump da presidência dos Estados Unidos. Seu governo mantinha uma dura política de sanções a empresas chinesas. Ainda não se sabe qual será a postura de Joe Biden, novo presidente americano, quanto ao assunto.

As operadoras ainda pediram o adiamento da suspensão da negociação de seus American Depositary Shares enquanto uma revisão é conduzida. Em nota, China Mobile afirmou que está de acordo com as regras do mercado, com as exigências regulatórias e que opera conforme as leis dos EUA. 

A NYSE deverá revisar o pedido em até 25 dias. A bolsa havia impedido a venda dos títulos das chinesas em 11 de janeiro, após Trump bloquear investimentos dos Estados Unidos em empresas que, supostamente, seriam controladas pelo Exército chinês. (Com agência internacional)

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