Chile arrecadou mais com leilão 5G do que com a venda de faixas 2G, 3G e 4G somadas


A Subsecretaria de Telecomunicações do Chile (Subtel) finalizou ontem, 16, o leilão de radiofrequências destinadas à 5G. E comemorou a obtenção de cifra recorde. A licitação arrecadou US$ 453 milhões. O montante supera em seis vezes a soma dos valores de todos os leilões de espectro realizados no país até então, que juntos representaram US$ 74 milhões.

Vale lembrar que os leilões anteriores tiveram outro formato e não previam arrecadação nem compromissos de cobertura. O modelo atual uniu os dois, estabelecendo compromissos e a possibilidade de pagamento de ágio para o desempate.

Com o término da licitação, o Chile deve se tornar o primeiro país da América do Sul a entregar a faixa de 3,5 GHz para as operadoras explorarem o 5G.

Também é, por enquanto, o país com mais espectro disponível para a tecnologia na região, com o total de 1,8 GHz. A marca deverá ser superada pelo Brasil, que venderá apenas na faixa de 26 GHz o total de 3,2 mil MHz. Além de 400 MHz em 3,5 GHz, 20 MHz em 700 MHz e 90 MHz em 2,3 GHz.

O término do leilão chileno se deu com a definição do desempate na frequência de 3,5 GHz. Concorriam Movistar (Telefónica), Entel, WOM e Claro. As três primeiras elevaram seus lances e obtiveram licenças. A Claro ficou de fora.

WOM é a antiga Nextel Chile, já tinha arrematado outras frequências nesta licitação, e sagrou-se a maior compradora. Cada vencedora receberá 50 MHz de espectro na faixa de 3,5 GHz.

A WOW comprou também frequência de 700 MHz e AWS. Neste último caso, pagou US$ 22,3 milhões, e superou as rivais Borealnet (entrante que tenta construir uma rede móvel neutra) e Claro.

Os compradores das novas faixas terão de levar internet a 366 localidades do Chile que até hoje não contam com rede móvel de alta velocidade. Terão também de conectar com 5G 199 hospitais. A WOM, por comprar a faixa AWS, deverá expandir sua rede a 90% das cidades do país.

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