CEOs de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações mais otimistas que os de outras áreas


Os CEOs da indústria brasileira de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações (TMT) estão mais otimistas em relação ao cenário econômico futuro – tanto no mundo, quanto no Brasil – que a média global dos executivos. O dado faz parte da 25ª edição da Pesquisa Anual Global com CEOs da consultoria PwC, que ouviu mais de 4.400 executivos, em 89 países, inclusive locais.

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Para 83% dos representantes do setor que participaram da pesquisa, haverá uma aceleração da economia no mundo em 2022. Os dados foram coletados entre outubro e novembro de 2021.

A média de otimismo entre os CEOs brasileiros foi de 77%, mesmo percentual registrado na média global. Outros 10% dos executivos do setor de TMT preveem que este será um período de desaceleração, enquanto 7% acreditam em um cenário de estabilidade econômica.

Brasil

Quando questionados sobre a perspectiva para o crescimento do PIB do Brasil em 2022, o percentual dos executivos da área que apostam na recuperação econômica é 60%. Entre os líderes de outros segmentos, 55% acreditam no crescimento este ano.

Ainda sobre a economia do Brasil, 10% dos executivos da indústria de TMT acredita na estabilidade e 30% na desaceleração da economia do país neste ano. Dos CEOs de outras áreas, 10% vê estabilidade, e 35% vê desaceleração este ano.

“A economia brasileira ainda está sob reflexos da pandemia. E, ainda assim, o setor traz previsões de aumento da receita ano a ano. Este é um setor que traz mais agilidade de negócios que a média brasileira e os números desta pesquisa refletem estes dados”, argumentou Ricardo Queiroz, sócio da PwC Brasil.

Sobre a expectativa de crescimento de suas empresas nos próximos 12 meses, 67% dos líderes de companhias de TMT brasileiras estão confiantes, pouco acima da média global de 56%. Percentual sobe para 83% quando consideram o cenário dos próximos três anos; enquanto a média global fica em 64%.

Ainda conforme o estudo, ao citar os principais fatores de preocupação nos próximos 12 meses, os CEOs do setor indicam a instabilidade macroeconômica (60%) e riscos cibernéticos (50%), seguindo a mesma tendência indicada pela média de todos os participantes brasileiros na pesquisa.

Mercado para expansão dos negócios

A pesquisa também procurou levantar quais mercados são considerados os mais importantes para expansão dos negócios no médio e longo prazo. Os Estados Unidos seguem encabeçando a lista.

Os EUA são o principal mercado estratégico para 67% dos executivos de TMT no Brasil, seguido por China (30%) e Argentina (27%).

Queiroz lembra que há ao menos duas empresas prestes a abrir capital nas bolsas norte-americanas, e que nos últimos anos, outras fizeram o mesmo movimento – como a Nubank. “O país é visto com muita importância tanto pelo potencial de consumo, como pelo potencial de capitalização das empresas”, ressaltou.

Métricas ESG

A responsabilidade com compromissos relacionados a Net Zero e carbono neutro no setor de TMT foi menor que a média registrada pela pesquisa em outros setores.

Apenas 20% dos executivos brasileiros disseram que possuem compromissos Net Zero, enquanto a média no Brasil foi de 27%. A diferença é ainda maior quando os executivos são questionados sobre os compromissos de carbono neutro, no setor de TMT 20% dos entrevistados dizem ter compromissos assumidos, enquanto a média no Brasil é de 31%.

Ao analisar os resultados não-financeiros que incidem sobre os bônus anuais dos CEOs do setor de TMT do Brasil, tópicos ligados à diversidade e ao meio ambiente têm menos protagonismo em relação a métricas de negócios.

Enquanto métricas de satisfação do consumidor (50%) e métricas de engajamento de empregados (40%) ficam no topo entre os principais impactos não financeiros, 11% dos respondentes desses segmentos alegam que cotas para diversidade de gênero influenciam nessa remuneração. Já 7% dizem o mesmo sobre cotas com foco em diversidade étnico-racial e metas de emissão de gases de efeito estufa.

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