CEO da AT&T Mobile teme regulação da neutralidade nos EUA


Ralph de La Vega, presidente e CEO da AT&T Mobile & Business, afirmou preocupação sobre regulamentações feitas com base em previsões tecnológicas. Em apresentação realizada ontem (22), durante o evento GSMA 360 Mobile North America, ele lembrou que o setor se move em alta velocidade, e que os órgãos de governo devem tomar cuidado para não inibir a inovação ao propor normas para o que ainda não existe.

“A gente precisa de flexibilidade comercial e regulatória para explorar oportunidades de negócio e modelos de serviços que possam atender nossos clientes”, falou. Ele destacou que as regras para a neutralidade de rede, tema em debate no país, vigentes em 2010 eram propícias ao desenvolvimento do mercado. E alertou para que as novas regras, em discussão na FCC, não impeçam a inovação.

“Os reguladores precisam tomar cuidado antes de alterar sua abordagem agora. Daqui a cinco anos, não queremos nos encontrar atrás do resto do mundo por causa de decisões regulatórias tomadas hoje para resolver problemas que de fato não existem no mercado”, disse.

O executivo também comentou oportunidades no setor. Ressaltou que a AT&T investiu mais de US$ 119 bilhões nos EUA em seis anos, e que deve continuar investindo. Novas fontes de receita virão das áreas de automação, automotiva, e serviços corporativos móveis. “Agregar tudo isso e crescer será um desafio, que vai exigir investimento e inovação contínuos”, falou.

Verizon
O CTO da Verizon, no mesmo evento, depositou suas fichas no desenvolvimento do 5G, apesar de ter deixado claro que no momento as operadoras não têm qualquer cronograma para implementação da tecnologia antes de 2018. Para Tony Melone, no 4G, porém, a expectativa é de crescimento em internet das coisas (IoT), LTE não licenciado e interoperabilidade.

Para ele, a IoT será gigantesca em três a quatro anos. “Hoje, temos muito dispositivos, como vestíveis, TVs e carros conectados. O próximo passo será termos bilhões de dispositivos específicos, de baixíssimo custo quando feitos em escala, em uma estrutura construída com o propósito único de conectá-los”, acredita.

Para ele, o espectro na licenciado, como WiFi, serão vitais para promover a inovação. O LTE não licenciado poderá ter impacto ainda maior pois “poderá melhorar a experiência do consumidor”. Na âmbito da interoperabilidade, Melone cobrou regras e padrões de roaming internacional de dados em LTE. (Com agências)

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