Cemig Telecom vai investir R$ 140 mi na rede até 2018


fabio-abreu-carvalho-cemig-telecom-02Para ampliar o número de clientes provedores regionais de 150 (meta a ser atingida em dezembro) para 250 em mais dois anos, a Cemig Telecom está investindo no triênio 2016/18 R$ 140 milhões na ampliação da capacidade de sua rede, com rotas próprias de redundância de longa distância em cinco trechos, quatro novos centros de serviços descentralizados com capacidade de N x 100 Gigas (hoje conta com dois em Belo Horizonte de N x 10 Gigas) e mais saídas para a internet. Se hoje, por meio de suas parcerias com provedores chega a 300 cidades de Minas Gerais (a 80 atende diretamente), quando chegar a 250 provedores clientes vai cobrir cerca de 500 municípios, conta Fabio Abreu, diretor comercial e de operações da empresa.

De acordo com Abreu, o objetivo da Cemig Telecom é que os provedores regionais, já em 2018, respondam por 38% de sua receita, mesma fatia dos clientes corporativos, cabendo às grandes operadoras 24%. Um cenário totalmente diverso do registrado em 2015 quando as operadoras responderam por 58% da receita, os clientes corporativos por 34% e os provedores regionais por 8%. A empresa fechará o ano com faturamento de R$ 140 milhões, e Ebitda de 37%, mas ainda vai registrar prejuízo por conta de sua subsidiária Ativas, empresa de data center, que este ano passou a ter como sócio o grupo chileno Sonda. Para 2017, a previsão de faturamento é de R$ 170 milhões.

Abreu apresentou o programa de investimentos da empresa aos cerca de 140 provedores regionais que participaram ontem (10), em Belo Horizonte, do 1º Encontro ISPs Cemig Telecom. Ele deixou claro que a prioridade da empresa para o triênio é tornar a rede mais robusta, para suportar mais clientes e mais tráfego, mantendo a qualidade. “Não vamos fazer expansão. Vamos cobrir novos municípios por meio de parcerias”, explicou. Segundo ele, a importância de melhorar a saída para a internet, que exige pouco investimento, é basicamente para dar ao cliente melhor acesso aos conteúdos que estão fora do país. “Temos todos os CDNs dos grandes provedores mundiais em nossos centros de serviço em Belo Horizonte, mas para acesso aos conteúdos de fora, como jogos on line, precisamos de mais saídas para diminuir os saltos”, disse. Para isso, Abreu já está fechando com uma operadora de primeiro nível para estar presente em PTT de Miami e Amsterdã.

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